inauguração da série "Contos Da Meia Noite"
enquanto isso, ao lado do computador, minha mãe dorme como uma criança na cama da minha irmã que, por sua vez dorme na casa da amiga... e eu aqui, tentando, como sempre, deixar meu blog mais meigo ou transferi-lo para um lugar que me deixe deixá-lo mais meigo...
foi boa?
kersaber@bol.com.br
terça-feira, abril 30, 2002
segunda-feira, abril 29, 2002
sábado, abril 27, 2002
quarta-feira, abril 24, 2002
sábado, abril 20, 2002
estou me divertindo muito comigo mesma - lendo os arquivos do meu blog...
é impressionante a influência do ambiente na vida de uma pessoinha...
há como se fosse um lapso na minha vida ano passado, um período mais ou menos nos meses do meio do ano, em que alguma coisa aconteceu que me fez mudar. acho que não sou capaz (ainda) de explicar isso, mas é interessante, eu posso notar isso nos blogs...
nada a ver, mas eu, definitivamente, não sirvo para ter um blog bonitinho... acho que precisava era mudar pra outro lugar tipo geocities, sei lá, queria colar uma foto de ballet, mas não consigo... nem arrumar a coluna do lado <- eu sei !!! que anta, né...
...
e eu fico lendo as coisas velhas e me vejo... com os mesmos princípios, mas agora menos eloquente (a lígia ia gostar de ler eloquente), diferente não-sei-exatamente-no-quê... me vejo, me procuro e me acho às vezes... e isso é bom...
como eu conseguia chorar fácil... agora, nem com ballet... nem com muito esforço... às vezes eu acho que perdi a capacidade de chorar, de demonstrar sentimentos... e isso não é bom...
é impressionante a influência do ambiente na vida de uma pessoinha...
há como se fosse um lapso na minha vida ano passado, um período mais ou menos nos meses do meio do ano, em que alguma coisa aconteceu que me fez mudar. acho que não sou capaz (ainda) de explicar isso, mas é interessante, eu posso notar isso nos blogs...
nada a ver, mas eu, definitivamente, não sirvo para ter um blog bonitinho... acho que precisava era mudar pra outro lugar tipo geocities, sei lá, queria colar uma foto de ballet, mas não consigo... nem arrumar a coluna do lado <- eu sei !!! que anta, né...
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e eu fico lendo as coisas velhas e me vejo... com os mesmos princípios, mas agora menos eloquente (a lígia ia gostar de ler eloquente), diferente não-sei-exatamente-no-quê... me vejo, me procuro e me acho às vezes... e isso é bom...
como eu conseguia chorar fácil... agora, nem com ballet... nem com muito esforço... às vezes eu acho que perdi a capacidade de chorar, de demonstrar sentimentos... e isso não é bom...
sexta-feira, abril 19, 2002
quarta-feira, abril 17, 2002
Quanto tempo sem escrever no meu bloguinho... e vou recomeçar com maluquices...
Estou com muitas coisas na cabeça... Coisas conflitantes, e eu nem poderia acreditar nas duas ao mesmo tempo... Mas eu sinceramente acho que acredito. O mundo é feito de pequenas coisas ou de mobilização de massas? Essa é a questão. Talvez nem de uma coisa nem de outra... Isso é muito filosófico, muito conflitante, muito estranho de se pensar. Não dá, simplesmente, para se dizer, categoricamente, o que é mais importante.
“Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo – quem roubou nossa coragem?” Talvez mesmo para as pequenas coisas seja preciso de muita coragem. É preciso ter muita coragem para se agir de acordo com o que se acredita – sempre, sempre, as pessoas se deparam com situações que elas não gostariam de enfrentar do jeito convencional, mas falta coragem, falta aquele “sopro” para inovar, falta confiança para quebrar a rotina... “O homem é capaz de se adaptar a qualquer situação e ainda achar que essa é uma vida normal”. Essa capacidade de adaptação é, ao mesmo tempo, a desgraça e a redenção do homem: se você se adapta a tudo, você não sofre – mas também não se esforça para mudar. Você pode até achar que as coisas seriam melhores de outro jeito, mas, se funciona assim, por quê mudar? E eu poderia ficar horas escrevendo que mudar é o impulso evolutivo, é o que diferencia o ser humano dos outros animais, e isso e aquilo. Eu acredito nisso, de verdade. Mas será que, porque eu acredito, isso é válido? Será que vale a pena mudar? Não há interesse, o trabalho é quase infinito, a pressão psicológica é insuportável... Será que não é melhor eu seguir o exemplo da formiguinha e não jogar lixo no chão, estudar para as provas, fazer algumas ligas, assinar todos os abaixo-assinados pedindo a bolsa e o bandejão, entrar logo no internato e fazer de tudo para ser uma boa médica, que tenta resolver os problemas dos meus pacientes – mas, de repente, eu paro e penso, como é que eu posso resolver os problemas de alguém se nem os meus eu resolvo??? Ai que visão paternalista da medicina eu tenho... Mas isso não vem ao caso. Será que ser uma formiguinha basta? Por que algumas pessoas têm essa necessidade de se destacar, de fazer algo grande??? Não é nem uma questão de reconhecimento, eu acho. Talvez até seja. Que maluquice que é estar vivo... Acho que vou surtar desse jeito...
kersaber@bol.com.br
Estou com muitas coisas na cabeça... Coisas conflitantes, e eu nem poderia acreditar nas duas ao mesmo tempo... Mas eu sinceramente acho que acredito. O mundo é feito de pequenas coisas ou de mobilização de massas? Essa é a questão. Talvez nem de uma coisa nem de outra... Isso é muito filosófico, muito conflitante, muito estranho de se pensar. Não dá, simplesmente, para se dizer, categoricamente, o que é mais importante.
“Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo – quem roubou nossa coragem?” Talvez mesmo para as pequenas coisas seja preciso de muita coragem. É preciso ter muita coragem para se agir de acordo com o que se acredita – sempre, sempre, as pessoas se deparam com situações que elas não gostariam de enfrentar do jeito convencional, mas falta coragem, falta aquele “sopro” para inovar, falta confiança para quebrar a rotina... “O homem é capaz de se adaptar a qualquer situação e ainda achar que essa é uma vida normal”. Essa capacidade de adaptação é, ao mesmo tempo, a desgraça e a redenção do homem: se você se adapta a tudo, você não sofre – mas também não se esforça para mudar. Você pode até achar que as coisas seriam melhores de outro jeito, mas, se funciona assim, por quê mudar? E eu poderia ficar horas escrevendo que mudar é o impulso evolutivo, é o que diferencia o ser humano dos outros animais, e isso e aquilo. Eu acredito nisso, de verdade. Mas será que, porque eu acredito, isso é válido? Será que vale a pena mudar? Não há interesse, o trabalho é quase infinito, a pressão psicológica é insuportável... Será que não é melhor eu seguir o exemplo da formiguinha e não jogar lixo no chão, estudar para as provas, fazer algumas ligas, assinar todos os abaixo-assinados pedindo a bolsa e o bandejão, entrar logo no internato e fazer de tudo para ser uma boa médica, que tenta resolver os problemas dos meus pacientes – mas, de repente, eu paro e penso, como é que eu posso resolver os problemas de alguém se nem os meus eu resolvo??? Ai que visão paternalista da medicina eu tenho... Mas isso não vem ao caso. Será que ser uma formiguinha basta? Por que algumas pessoas têm essa necessidade de se destacar, de fazer algo grande??? Não é nem uma questão de reconhecimento, eu acho. Talvez até seja. Que maluquice que é estar vivo... Acho que vou surtar desse jeito...
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