sexta-feira, janeiro 31, 2003

a solução está em mudar a mentalidade das pessoas. Não há brasil melhor, não há mundo melhor sem a mudança no jeito de pensar da humanidade. Isso é pura utopia. Não há boas idéias, não há boas intenções que resistam à mentalidade atrasada da população-alvo. Continuando assim, tudo caminha irremediavelmente para o fracasso, os benefícios são somente paliativos e a situação só se complica com o passar do tempo. A pergunta a ser feita é: essa população quer, de verdade, alguma mudança? Ou só fala em mudança porque não consegue mudar-se a si mesma? Se a parte pode ser representativa do todo, tomarei como exemplo os alunos da minha faculdade. As reclamações (sobre o currículo, sobre o icb, sobre o iq) são gerais. Todo mundo acha um absurdo termos perdido a bolsa do internato, todo mundo reclama que todas as outras faculdades são protecionistas na residência e só a nossa não é. Sem entrar no mérito de cada uma dessas questões, mas reclamar todos sabem. No fim do meu primeiro ano, outubro de 2001, resolvi entrar pra uma chapa que concorria às eleições pro centro acadêmico. Era uma chapa de "oposição" (a história das eleições é longa, era, a princípio, uma chapa única, depois surgiu outra de última hora, enfim, não faz diferença), eu e meus amigos achamos interessante participar ativamente, vivíamos reclamando que o c.a. não fazia diferença nenhuma na vida de ninguém, que nossa semana de recepção tinha sido podre e queríamos mudar isso, queríamos passar uma imagem diferente pros "nossos calouros". Beleza. O período eleitoral foi divertidíssimo, ainda tenho em casa nosso "plano de governo" e tudo. Ganhamos as eleições e as coisas foram acontecendo... a semana de recepção dos calouros foi infinitamente melhor que a nossa, conseguimos ressuscitar o bisturi (jornal dos alunos)... mas dentro da diretoria a coisa não ia tão bem assim. Coisas aconteciam e eu e mais duas amigas não ficávamos sabendo, eu comecei a desacreditar, estávamos em abril e o c.a. continuava a não fazer diferença na minha vida de acadêmica. Na minha vida pessoal fazia diferença, toda semana tinha reunião (discutíamos muitas coisas, aprendi muito, mas tudo extremamente teórico, isso quando as reuniões não eram simplesmente burocráticas, blargh), sempre tinha alguma coisa pra fazer, sempre tinha que ouvir sermão que eu "não me dedicava" o quanto devia (aí entra uma outra interessante discussão sobre trabalho voluntário: o que vale mais a pena, ter muitas pessoas trabalhando pouco ou poucas pessoas trabalhando muito? fiquei sabendo da resposta das pessoas que estavam lá antes do esperado...). Enquanto era da diretoria, tive muito tempo para re-analisar minha visão da política, comecei a entender exatamente o que queria dizer a expressão "de boas intenções o inferno está cheio", comecei a entender que há muitos jeitos de querer as mesmas coisas, comecei a entender que as pessoas preferem ouvir quem tem um pensamento semelhante a ouvir uma opinião diferente (essa última parte se aplica especialmente a mim, não deixo de ser auto crítica por ser desiludida). E uma coisa ficou muito clara na minha cabeça: o c.a. não progride porque os alunos não se importam com serem ou não representados. A grande maioria dos alunos da minha faculdade não se preocupa com representatividade - estão, certamente, mais interessados nos seus próprios umbigos. E ninguém se dispõe a representar os umbigos alheios, pode apostar... e os interesses comuns precisariam de tal união (utópica) dos alunos para serem representados que sobra pouco, ou quase nada, a se fazer. Enfim, saí da diretoria porque sou uma briguenta, porque não dava conta do que me cabia fazer, mas não nego que foi ao mesmo tempo uma decepção e um alívio. E a decepção é a razão deste texto enorme que pouca gente vai ter paciência pra ler - é a mesma decepção (ainda pequena) com o governo do lula. Os grandes culpados pelo brasil somos nós mesmos, que nos recusamos a mudar nossas mentalidades, que aceitamos pacificamente a sonegação e a corrupção, que ficamos com o troco a mais que o cara da padaria contou errado. Não há espaço para crenças sebastianistas no século vinte e um.
boa notícia no meu último dia útil (hehehe) de férias:
FÉRIAS: 30 DE JUNHO A 20 DE JULHO
pra quem só teve duas semanas em julho passado...
tentei chorar e não consegui.
quer dizer, consegui um pouco.
choro seco, que não alivia em nada.
às vezes eu acho que preciso desesperadamente de ajuda.
há de passar.

quinta-feira, janeiro 30, 2003

na falta de melhor opção, um lema muito condizente com a atual situação da minha vida:
Laissez courir.
em português - deixa correr.
questionário que recebi da cinthya por mail.

Seu Nome: milene
Apelido: mi
Signo do Zodíaco: capricórnio
Idade: 20
Dia do aniversário: 27/12
Onde vc mora: São Paulo
Seu maior sonho: ser uma médica muito bem sucedida, trabalhar também num hospital público, me apaixonar perdidamente, ser correspondida, casar e ser um pouquinho feliz todos os dias (hehe, só...)
Você já se apaixonou: muitas vezes
Traiu um(a) namorado(a): nunquinha
Guardou um segredo de alguém: guardo todos que me contam
Esteve no telefone por mais 5 horas com a mesma pessoa: hehe, se falar mais de cinco minutos já é um milagre...
Teve algum amigo(a) invisível: já
Chorou em um filme: sim
Teve alguma atração por algum professor: não
Fez alguma coisa estúpida p/ impressionar a pessoa q vc estava ou está a fim: hehe, já
Planejou seu fim de semana baseado na programação da TV: se eu não saio de casa, vou me programar baseada em quê??
Esteve em cima de um palco: algumas vezes (dançando)
Esteve em um acidente de carro: em dois (vaso ruim não quebra mesmo)
Fez sua própria comida: não faria essa maldade comigo mesma
Mentiu e se arrependeu??: não costumo mentir
Viu a Torre Eiffel: ainda não

"Favoritos":
Shampoo: vivo mudando de shampoo, mas gosto dos com cheirinho de frutas
Sabonete: com cheirinho de bebê
Perfume p/ o sexo oposto: tudo depende de quem está usando o perfume
Perfume p/ vc: baby doll, de yves saint laurent e dune sun, de christian dior
Cor: rosa
Dia ou noite: noite
Filme: o fabuloso destino de amelie poulain
Músicas: depressivas, hehe, infantis antigas (balão mágico e trem da alegria), pop pra dançar, músicas velhas no geral
Grupo Musical: legião urbana
Comercial: adoro comercias, um bom que está passando agora é o da 51 ice...
Tipo de sanduíche: pão com mortadela é sempre o melhor.
Café ou chocolate quente: café
Aquii ou lá: lá, claro (essa saudade que eu sinto de tudo que ainda vou ver, hehehe)
Novo(a) ou velho(a): velho (tradicional ao máximo)
Olhos: claros e expressivos
Tom Cruise ou Brad Pitt: brad, loiro, óbvio
Personagem de desenho: pica pau (sem piadinhas)

"Perguntas":
Vc tem namorado(a): não
Casinho, paquera ou tá a fim: não penso em ninguém, quer dizer, não que eu admita que pense...
Vc tem melhores amigos: prefiro acreditar que sim
Vc decora os telefones mais importantes: quase nenhum
P/ quem vc pede conselho: primeiro pra minha mãe, depois depende do que se trata
Vc tem ciúmes de...: quase todo mundo
Com quem vc chora: sozinha, abraçada na almofada rosa, no colo da minha mãe, no ombro de quem estiver mais perto
Qual é o seu lema: nenhum em especial
Que time torce: são paulo
Um objeto que usa bastante: prendedor de cabelo
Música que não sai da sua cabeça: "pra terminar" da ana carolina, mas pq eu e minha irmã cantamos todos os dias, hehe, somos péssimas nisso, mas rimos bastante...
Seu cd predileto: o descobrimento do brasil (legião)
O último filme q assistiu: "o amor é cego", ontem à noite, pela segunda vez
O último show que assistiu: paralamas, no credicard hall
Uma pessoa com quem não se dá bem: haha, não me dou bem com tanta gente...
Uma mania: mania eterna, ler o history do icq
Que animal seria: nenhum, não gosto de bichos no geral
Qual cor vc menos gosta: gosto igualmente de todas, exceto rosa, que é a preferida
Época do ano de que vc menos gosta: agosto, por ser um mês sem fim, hehe
Época do ano de que mais gosta: fim de novembro até começo de janeiro
Quem vc levaria p/ uma ilha deserta (não vale gente famosa): o paka (hahahahahahaha)
Qual comida vc levaria: lasanha e ilha deserta não combinam, nem fondue de queijo, levaria qualquer coisa...
Uma vontade: abraçar bem forte
Um mico: falar demais sempre causa problemas
Raiva: pessoas que querem me dizer como eu "deveria ser"
Tristeza: não ser tão importante pras pessoas como elas são importantes pra mim

"Quando foi a última vez que":

Fez um pedido a uma estrela: faz tempo
Riu até chorar: segunda feira, com minha irmã (ver post abaixo)
Ajudou um estranho: não lembro
Jogou verdade ou desafio: faz tempo, hehe, ainda bem...
Assistiu o nascer ou o pôr do sol: não lembro
Gastou um pouco de seu tempo p/ ficar sozinho(a): hoje
Mentiu p/ parecer que estava bem: hehe, nem que eu tentasse mentir, só de olhar pra mim já dá pra saber tudo...
Vc está feliz: "é impossível ser feliz sozinho"
Vc usa pijamas p/ dormir: uso, e adoro pijamas
Vc gostaria q seus amigos retornassem p/ vc esse questionário: aquela mesma história de colocarem nos blogs, hehe
Tattoos: precisa combinar com a pessoa
Piercings: idem tatoo

"Vc acredita em":
Vc mesmo: sim
Destino: não
Almas gêmeas: não, acredito que vou me apaixonar perdidamente e viver um amor perto de perfeito, mas não em alma gêmea
ETs: não (na verdade, acho uma discussão inútil - para mim, não faz muita diferença se existem ou não) - parafraseando a cinthya
Amor: sim, sim!!!
Amor à primeira vista: acredito
Uma mensagem: não estou num dos meus dias mais felizes hoje, então esse questionário pode não refletir exatamente a realidade... sorry

quarta-feira, janeiro 29, 2003

se contar, ninguém acredita
segunda feira fui com minha irmã a um shopping aqui perto, um shopping que estamos muitíssimo acostumadas a ir.
subimos alguns lances de escada rolante, no último lance não é que a amanda começa a subir pela escada que desce??? eu na escada ao lado, só olhando. Sorte que era de tarde e o shopping estava vazio. Eu ria tanto, tanto, tanto... tipo, minha risada não é nem um pouquinho escandalosa (imagina, a minha risada?? hahahaha...), foi uma cena ridícula a parte... tudo bem, ela se tocou logo e mudou de escada, mas foi muitíssimo cômico...
doce novembro (trechos)
...
um amor eterno. i would never die, he would never die.
como na peça "variações enigmáticas" (acho que é adaptada de um romance): terminar o relacionamento físico com o amor no auge, e ter sempre as melhores lembranças. the perfect love, the perfect life.
(...)
talvez seja infantilidade, talvez seja loucura. it doesn't matter.
eu realmente acho que o amor não resiste ao tempo. a gente simplesmente "get used to that staff". e deixamos de sentir as pulsações... até não haver mais pulso - parada cardíaca, the end.
pessimista? aham. simplesmente porque me conheço bem. that's not fair. mas é a vida, é a minha vida.
(...)
porque eu sei que não tem o menor cabimento tudo isso que eu desejei pra mim nos minutos que fiquei olhando a chuva cair depois de ter visto o filme.
ah sim, e agora estou de volta ao mundo da conexão discada.
qualquer desaparecimento no icq não será mera coincidência.
Your first name of Milene has made you a hard worker with a meticulous sense of detail. You have a great deal of patience and independence, and you can be relied upon to complete your undertakings. You are stable, trustworthy, homeloving, and logical in practical matters, but rather unresponsive to suggestions from others. You resist change. This name does not give you great ambitions, vision, or imagination. It frustrates the expression of your softer, feminine qualities in that you find it difficult to express the depth of your feelings for those you love. It limits you to practical matters of the day, filling your life with detailed routine. hard work, and monotony. Weaknesses in the health could affect the intestinal organs, causing growths, ulcers, constipation, or glandular conditions. Problems from head tension affecting the eyes, ears, sinuses, or teeth could arise.

(a juju que mandou pra mim, fiquem à vontade para concordar ou não...)
se eu tivesse morrido, já tinha dado tempo de eu estar enterrada e sendo devorada por micróbios, hein...

segunda-feira, janeiro 27, 2003

roubado descaradamente do celso.



perfeito, infelizmente.
acho que desaprendi a escrever.
depois que publico cada post tenho que editar e tirar pelo menos duas vírgulas inúteis.
acho que eu devia ler mais, isso sim...
minha mãe botou fogo na frigideira, o apartamento todo (quem vê pensa, toooodo o apartamento não é lá muita coisa, hehe) está com um cheiro insuportavelmente ruim, algo entre cheiro de queimado junto com cheiro de ovo frito.
com essa chuvinha, nem pensar em abrir a janela.
impossível ter fome desse jeito.
eu, bianca e amanda (minha irmã), resolvendo os nomes dos nossos futuros maridos ontem. A única regra é que não podia ser nome de alguém próximo, ou alguém com quem a gente gostaria de casar. Depois inventamos mais uma regra, que deveria ser um nome de cinco letras, mas essa regra só valeu pra mim, já que os delas já estavam escolhidos... Eu, na verdade, queria outro nome que não o que escolheram pra mim, mas eu estaria violando a segunda parte da primeira regra, eu queria o nome por causa da pessoa (evidente que não contarei o nome), hehe... Mas ficou definido assim - pedro pra bianca, andré pra minha irmã e fábio pra mim. A amanda falou que fábio é um nome bem de médico, o que ajudou a me convencer e desistir do nome querido originalmente...
hehe, isso é o que eu chamo de falta absoluta e completa do que fazer...

domingo, janeiro 26, 2003

a minha capacidade de me chatear com alguém é proporcional ao quanto eu gosto da pessoa.
quando eu digo que sou ridícula, ninguém acredita.

sábado, janeiro 25, 2003

25 de Janeiro - aniversário da cidade de São Paulo
quatrocentos e quarenta e nove anos recebendo gente de tudo que é lugar...

eu sempre digo que eu amo a minha cidade. Claro que amar não se explica, eu amo, e está amada. Teria muitos motivos para não gostar de viver aqui - aqueles motivos básicos, eu sempre reclamo do trânsito, da poluição... Mas o meu amor está mesmo ligado a tudo isso, é uma relação intensa, eu vejo os defeitos e continuo amando mesmo assim.
não é todo mundo que vê beleza numa avenida cheia de prédios desiguais, geralmente lotada de carros e de pessoas. E eu sinceramente acredito que amar esse lugar é ver a beleza através do caos, através da bagunça de estilos...

amar são paulo é sorrir para o sol se pondo no meio da nuvem de poeira que eu mesma ajudo a aumentar, todos os dias, quando dirijo (com todo o prazer) pelas avenidas largas, reflexo de sucessivas administrações mais preocupadas com os motoristas-pagadores-de-ipva que com os pedestres-usuários-de-ônibus...

ou mesmo de repente olhar tudo de um outro ângulo, lembrar que sempre há um espetáculo acontecendo, seja ele natural, ou no cinema, num teatro, um show, um restaurante com uma comida maravilhosa...

e eu ainda amo são paulo por amar profundamente alguns pedacinhos daqui... amo são paulo, entre outros motivos, por estar aqui a minha faculdade querida, com o meu querido hospital das clínicas (tudo bem, quem ama um hospital pode amar qualquer lugar, hehe)...
a minha querida faculdade anos atrás:

e o hc na mesma época...

falando em coisas antigas, só falta eu colocar fotos do centro antigo de são paulo (sim, são dois centros, um velho - abaixo, e outro novo, a paulista e região).

a estação da luz...

e o teatro municipal...

as últimas fotos eu peguei daqui.
e tem uma foto, que é um papel de parede da folha, na verdade, que é perfeita. Absurdamente perfeita. Está aqui.
PARABÉNS SÃO PAULO. Parabéns por acolher tantas pessoas diferentes, por ser tão grande, por ser tão linda. Podem me achar louca, mas eu me sinto muito privilegiada de ter nascido aqui.

sexta-feira, janeiro 24, 2003

coincidência?
estou numa fase mais "simpatiquinha", então fico conversando com (quase) todas as pessoas do além que surgem no meu icq. Mas essa conversa foi muito boa... justamente pela existência do post abaixo do post abaixo (o segundo depois deste). O cara (mora na europa) perguntando se eu namorava, disse que não, ele disse que infelizmente também não namorava... depois sugere que eu o namore...
**MI** :
haha, i'd rather a boyfriend not so far away from my home... don't you?
pessoa do além:
yeah... only your online boyfriend ;-)

na falta de argumentos melhores, já estou conversando com o cara há quase uma hora... e não me arrependo de ter pedido pra ver a foto dele, hehe...
comercial do extra, a mãe e o filho conversando...
filho: mãe, o novo presidente vai deixar todo mundo rico?
"O namoro virtual está na moda. Você não pode ficar fora dessa." (yahoo encontros)
cada uma...
a cinthya voltou (em definitivo, espero) com suas nuvens.
este bloguito aqui surgiu por causa dela...
sonhei outro dia que a lista já tinha saído, e oficialmente ela já era minha calourinha...
diálogo entre eu e uma amiga da faculdade hoje de manhã:
amiga: mas vc emagreceu mesmo, hein, até sua calça tá larga...
eu: haha, essa aqui ainda tá justa perto das outras...
amiga: mas pq vc não come?
eu: eu não tenho fome... e tb só durmo...
amiga: mas sua mãe não fica preocupada?
eu: ah, fica, mas eu não tô doente né...
minutos depois chega o namorado dela (médico já), e diz que eu preciso comer...
quero só ver quando começarem as aulas, meu avental vai ficar ridículo, hehe...
repitam comigo, por favor, pra ver se eu entendo de uma vez por todas:
milene, vc precisa comer.
milene, vc precisa comer.
milene, vc precisa comer.
ah sim, o dia foi cheio e estou esgotada, mas preciso registrar o que minha mãe disse, enquanto assistíamos ao BBB na casa da bi:
eu: esse marcelo é lindo demais, ele é um fenômeno...
mãe: o ronaldinho também é fenômeno.
nem comento...
fiz alguma besteira qualquer no post abaixo que sou incapaz de consertar.

tempinho depois
ok, viva o rodrigo, consegui consertar o post, mas a figura ainda não aparece.
o post prometido na tag board...

quinta-feira, janeiro 23, 2003

ah sim, agora é oficial.
estou matriculada no básico um de espanhol.
ocupando todos os espacinhos de tempo, para sonhar menos e viver mais.

quarta-feira, janeiro 22, 2003

só pra eu não esquecer de contar para o baruno quando ele voltar (se é que ele volta) - pesquisa uol que caiu no meu blog: brigadeiro receita segredo.
"assim caminha a humanidade".
atire a primeira pedra quem não via malhação quando era novidade.
meninas que não suspiraram pelo professor tudo-que-eu-queria-na-vida claudio heinrich, ou mesmo pelo luigi barrichelli... até pelo danton mello, haha, era boa aquela época...
e sempre, sempre que ouço essa música lembro como era boa minha sétima série (1995). O colégio de manhã, ballet à noite... e alguns trabalhos muito engraçados que marcaram época, hehe, como era divertido ir à casa da ana, a gleice já vendia pão de mel? não, acho que ela começou na oitava série mesmo, mas que gosto inesquecível... e olha que são seis anos e tanto que não como... mas voltando à sétima série: quando estouraram os mamonas assassinas, na volta do intervalo a gente se reunia no corredor (eu, ana, helô, gleice, camila, luiz, alexandre, bola - a sétima A - e o pessoalzinho da classe do meu primo - sexta A, não lembro os nomes de todos, lembro do luís felipe, que tinha estudado comigo na quinta E e repetiu a sexta... hihi, ele era uma paixonite platônica minha, das mais secretas de todos os tempos, paixonite curta, como as paixonites no geral, mas eu sonhava com ele de vez em quando...), e os meninos ficavam cantando robocop gay, ou qualquer outra, mas era muito bom cantar e rir, e rir muito... O NR da sétima série (acampamento) foi marcante tb, apesar de eu estar isolada das pessoas, mas o quarto amarelo ganhou como o mais arrumado quarto feminino e "os bráulios" ganhou como o melhor grupo... o que ganhava? um bottom do NR, puta merda que saudade... e eu tive só três NR, o da sexta, o da sétima e o da oitava (chorei absurdamente na volta do último), depois mudei de colégio.
e ainda na sétima série teve a feira de ciências com nosso trabalho sobre os órgãos dos sentidos... a primeira vez na vida que pensei em ser médica, por causa de um laboratório de ciências (professora julinha, hehe), a gente arrancou o olho de um peixe e depois a medula de uma galinha, todo mundo morrendo de nojo e eu achando tudo o máximo...
ah sim, eu fui ao show da jovem pan, primeiro show da minha vida, com mamonas e skank... a mãe do luiz (da minha classe, não o da paixonite) foi com a gente, eu lembro até a roupa que eu estava: calça bailarina azul pastel (era moda calça bailarina e tons pastéis, haha) e uma baby look (aaaaai que velha, baby look, mas era moda também) branca, com detalhes azuis e um coraçãozinho prateado, estava escrito em algum lugar "i love you", mas não sei se era em cima ou embaixo do coração...
depois que saí do colégio nunca mais vi essas pessoas todas (tirando a ana e a helô), o alexandre namorou minha prima por uns meses, encontrei o luiz numa prova de vestibular, depois sumiram...
eu gostava deles todos, de verdade.
que saudade.
eu sou movida a desilusões.

terça-feira, janeiro 21, 2003

incrível como eu sou devagar e não me dou conta das coisas.
internato + residência = 5 anos (isso se eu não inventar de fazer alguma especialização mais demorada).
é muito tempo. muito tempo de "suspensão" do ballet, do francês, de qualquer outra coisa que eu queira levar a sério.
"ninguém é perfeito até que eu me apaixone".
o que eu quero dizer com isso?
eu não sou exigente.
eu não sei mais como abrir meu coração.
J' ai assez de ça.
não lembro como começou a conversa, sei que senti uma falta absurda dos meus amigos da faculdade pra inventar apelidos "carinhosos" pra namorado/a relacionados à medicina... coisas do tipo "vc é meu canal de sódio", ou "vc é o cálcio do meu retículo endoplasmático"... ok, sem noção... eu comecei a surtar demais, e tive que ficar quieta, mas a lista mental que surgiu na hora foi grande: quiasma óptico, tálamo, aorta, inibidor da eca... haha, "vem cá meu ciclo de krebs"...
eu tenho noção de que não tem a menor graça, mas eu fico rindo de idiota sozinha, imaginando e tal...
Cinco anos do novo código de trânsito brasileiro. Pra variar, o que foi posto em prática foram as burocracias - as estatísticas não melhoraram no brasil como um todo. O novo código de trânsito pode ter funcionado muito bem para criarmos o hábito de usar o cinto de segurança (hábito saudável e que, se não salvou minha vida, salvou meu rosto de se espatifar contra o vidro no meu acidente), funcionou para me deixar horas a fio no desesperador "CFC" , funcionou para deixar pontos nas carteiras por aí - e rechear carteiras de advogados, já que não dá pra correr o risco de perder a cnh. E o que faltou? Faltou educar (está prevista no novo código a educação de trânsito como parte do currículo obrigatório nas escolas de ensino fundamental), faltou tirar de circulação os carros antigos, faltou nacionalizar as multas, faltou fiscalizar melhor (fiscalizar é diferente de espalhar radares pela cidade!!), faltou punir. Ha, mas punição neste país é piada, nem me animo a discutir...
metralhando
francês, ballet, liga...
e ainda estou com um projeto um tanto secreto, se tudo der certo depois de amanhã já posso contar.
durante o primeiro e o segundo ano eu sempre tive mais períodos livres que meus amigos (por causa das optativas, por exemplo, no primeiro semestre do ano passado, eu tinha uma manhã e uma tarde livres toda semana - e no fim do semestre eu ganhei mais uma tarde livre), períodos em que eu vagabundava solenemente.
não me arrependo (muito), podia ter estudado mais, mas as coisas não são tão graves quanto parecem.
só que eu resolvi que, já que não aproveito bem meu tempo livre, vou reduzi-lo. Se tudo correr mesmo bem, não me sobrará uma só noite livre (até oito, nove horas), e só terei meia tarde de terça feira pra fazer nada (eu sou uma dorminhoca assumida, cochilar é preciso).
é mesmo um efeito metralhadora, fazendo várias coisas diferentes e não interligadas entre si - pelo menos não diretamente ligadas. Ocupando os espacinhos inúteis do meu dia, para sonhar menos (não é fácil quando se trata de uma sonhadora incurável), para tentar viver um pouquinho mais...
tudo bem, eu reconheço que falta uma ordem, como se num carrinho de supermercado eu fosse colocando sapatos e refrigerantes, depois copos e três cds. Ainda bem que a vida não precisa, necessariamente, fazer muito sentido...

segunda-feira, janeiro 20, 2003

"Platão diria que a mímese das obras de arte nos afastariam da essência - o mundo das idéias - representado pelo Bom, Belo e Verdadeiro.
Creio eu que a arte de algumas amizades nos facilitam o trilhar do caminho em direção ao Bom, Belo e Verdadeiro - porque estes amigos assim o são."
(Lígia Fidelis Ivanovic)
outra vez investem na propaganda anti-pirataria.
eu não concordo com a pirataria por razões industriais/sociais (quebra indústria que paga impostos, aumenta o desemprego, aumenta trabalho informal com condições precárias e sem os poucos benefícios da previdência).
mas não acho que propaganda resolva. Precisam, sim, é diminuir os preços dos produtos potencialmente pirateáveis - seja diminuindo impostos, seja diminuindo lucros.
como sempre, o mais simples de ser feito é a última alternativa.
algumas coisas me apavoram um pouco.
outras me apavoram demais.
cada uma que me aparece...
o relógio deste blog não foi ajustado para o horário de verão.
são nove da manhã e eu ainda não dormi.
tá certo que levantei cinco e pouco (da tarde) ontem.
estou com uma estranha sensação de sono, sem ser sono, não estou cansada.
faltam duas semanas para o fim das férias mais "nada" da minha vida.
isso deve ter alguma importância.
e não é que uma musiquinha das mais meigas será tema da próxima novela das oito?

"Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar."


ai, ai...

domingo, janeiro 19, 2003

haha, nunca pensei que anato locomotor fosse servir para alguma coisa: estou com dor na tabaqueira anatômica da mão direita.
péssimo!!!
o dia hoje está com cara de abril.
meta: um livro não-médico por mês durante o ano de 2003.
vai ser um feito e tanto se eu conseguir, principalmente se eu levar adiante uma idéia que me ocorreu ontem.
"maybe, if I dreamed it enough it would come true."
o assunto que eu lembrei:
estava pensando que preciso me desligar da net e re-ligar no "mundinho faculdade de medicina" (não que eu esteja com muita vontade de voltar e tal, mas é o jeito). E qual foi o jeito? Sim, ele mesmo, meu caderninho secreto, cheio de informações sobre segredo, estímulos simpáticos e ações benéficas de doces inesperados durante o dia. Foi delicioso rir de mim mesma, rir das minhas bobeiras relacionadas aos outros, rir das minhas tristezas pelas decepções com as pessoas. Foram muitas recordações bobas de um ano raso, sem grandes emoções - se eu estivesse no colegial eu chamaria 2002 de um ano de "intérfase" (eu tinha umas manias estranhas de dar nomes biológicos pras situações quando estava no colegial, isso porque eu queria fazer faculdade na área de humanas...).
e não é que graças a essa leitura eu sonhei com a faculdade, pela primeira vez nas férias??
haha, só eu...
quanto ao post anterior, eu não falava do óbvio.
eu sou essencialmente platônica.
não falava de nada que eu esteja fazendo no sentindo concreto da palavra.
(antes que me interpretem mal)
eu preciso parar com isso.
antes que eu me veja numa situação pra lá de difícil.
se eu acho que estou obcecada quer dizer que a obsessão não é tão grave assim, né?
eu não sou muito fã de doces no geral (exceto chocolate).
mas desse...
eu só conheço uma "loja" no brasil e ela nem está cadastrada no site ainda.
vale muito a pena.

sábado, janeiro 18, 2003

o homem duplicado
primeira aquisição literária do ano.
só falta eu terminar a montanha mágica agora.
in love
era segredo, não queria que ninguém soubesse (as pessoas são muito invejosas).
mas já não consigo mais esconder, não posso mais me enganar.
eu estou apaixonada sim.
não imagino mais minha vida sem... minha cama!
são horas e horas de relacionamento agradável, eu não posso mais resistir, entrego-me à paixão.
há uma pequena crise aqui em casa, o sofá está com ciúmes e fazendo intrigas (ele não se conforma, não olho para ele nem de relance...), mas conto com o bom senso do bom e velho sofá azul.
"oi, vamos kzar?"
chorei de rir com essa...
conversando com dois amigos aqui em casa, eu sempre com as minhas bobeiras de "ah, vou arranjar um marido assim e assim", me perguntam "onde, na net?"... "imagina só a mi, em vez de perguntar vamos tc?, sair perguntando vamos casar??".
fazia um tempo absurdo que não tinha um ataque de riso como esse.
o crime do padre amaro
apesar de a atriz ser um tanto fraca, gostei do filme.
quer dizer, não gostei do amaro culpado, não gostei do padre benito reprovando o amaro, culpa não é uma palavra que combine com eça de queiróz na minha (ignorante) análise literária.
mas gostei de muitas coisas: gostei do tema ser atual (poderia muito bem ser uma análise brasileira), gostei da relação com o narcotráfico (eu não lembro direito qual era o papel do natário no livro), gostei de abordar aborto clandestino (mesmo bem superficialmente) - apesar de eu não ter certeza de que o bebê é abortado na história original.
pretendo reler o livro assim que minha prima devolvê-lo.
blogueira nova no pedaço, ex-vizinha e amiga de um passado extremamente condenante para nós duas (haha, quem vê pensa...), a bianca só ganha link se atualizar o blog novo sempre.
mas ganha por enquanto um desejo bem forte de que o blog traga pra ela amigos tão bons quanto os que eu ganhei com este bloguito aqui.

sexta-feira, janeiro 17, 2003

predestinação ou acaso???

quinta-feira, janeiro 16, 2003

de vez em quando faz bem acreditar em milagres...

When You Believe
From Prince of Egypt Soundtrack

Many nights we pray
With no proof anyone could hear
And our hearts a hopeful song
We barely understood
Now we are not afraid
Although we know there's much to fear
We were moving mountains long
Before we know we could
There can be miracles
When you believe
Though hope is frail
It's hard to kill
Who knows what miracles
You can achieve
When you believe
Somehow you will
You will when you believe

In this time of fear
When prayer so often proves in vain
Hope seems like the summer birds
Too swiftly flown away
And now I am standing here
My heart's so full I can't explain
Seeking faith and speaking words
I never thought I'd say

There can be miracles
When you believe (When you believe)
Though hope is frail
It's hard to kill
Who knows what miracles
You can achieve (You can achieve)
When you believe
Somehow you will
You will when you believe

They don't always happen when you ask
And it's easy to give in to your fear
But when you're blinded by your pain
Can't see your way safe through the rain
Thought of a still resilient voice
Says love is very near

There can be miracles (miracles)
When you believe (When you believe)
Though hope is frail
It's hard to kill
Who knows what miracles
You can achieve (You can achieve)
When you believe
Somehow you will
You will when you believe
You will when you believe
You will when you believe
Just believe
You will when you believe
tagarelar é genético
mamãe num telefone.
amanda no outro.
e eu no icq (sem condições de eu estar no telefone, né...).
destruído.
primeira providência quando começarem as aulas:
almoçar no massas.
obrigatório.
o último post não foi um desafio.
já me deram um argumento convincente contra ele.
mas evidentemente não vou contar qual é.
sobre conquista
eu não acredito em conquista, pelo menos não comigo.
não acredito que alguém consiga me conquistar se eu não quiser ser conquistada.
"o cotidiano mata o amor".
acabei de ouvir na novelinha.
tristemente certo.
post diretamente extraído do caderninho secreto - 2

(novembro último)
19h21min
Sentada no carro, faltando pouco para escurecer de vez. E penso que eu daria uma ótima fumante. Estou com aquele olhar contemplativo que os fumantes têm quando soltam a primeira fumaça do cigarro. Eu seria uma ótima fumante também por ser muito amarga - combinaria comigo o gosto amargo da boca dos fumantes. E meu pulmão ficaria a cada dia mais negro, meu coração mais maltratado, minha pele mais velha... E essas alterações combinariam comigo, acho que combinaria muito eu ser um cadáver ambulante - afinal, eu já morri há tempo tempo...

********************************************

(não, eu não pretendo fumar, nunca fumei, detesto cheiro de cigarro, detesto gosto de cigarro na boca dos outros, acho abominável obrigar outras pessoas a fumar quando se acende um cigarro. Foi apenas uma idéia que me ocorreu. Idéia idiota, pra variar um pouco.)
post diretamente extraído do caderninho secreto - 1

"Isto não é coisa que se blógue" (trechos)
Engraçado eu me preocupar com coisas que não vão acontecer. Só na minha cabecinha inútil de férias mesmo. Bobona!
fim de carreira é minha mãe querendo ler meu bloguinho...
querendo saber o que são comentários...
só comigo, claro...

quarta-feira, janeiro 15, 2003

tudo bem, perdi completamente a noção nos últimos posts.
tentarei recuperar minhas sinapses mais interessantes.
ouvindo beatles "the ballad of john and yoko" lembro eu e a pitorri cantando feito duas retardadas no estacionamento do icb, antes das aulas de microbio...
o som no último volume, as pessoas só olhavam...
haha, fiquei com saudade dessas maluquices...
pensando melhor...

POST AUTODESTRUÍDO.
e já que só estão rolando posts egocêntricos hoje...

assistindo ao nascimento de uma loucura, faltando cinco minutos pras cinco da manhã: e que mal tem eu pensar assim, só um pouquinho, acreditar nesse delírio, sonhar acordada um tantinho, um sonho tão meigo e que poderia dar tão certo... quem falou que não é certo pensar nessa ideiazinha tão fofa e sorrir feito uma bobona? que mal há em corromper a realidade um pouco só para eu sorrir uns minutinhos no dia? olhando por cima das lentes do óculos, aquele olhar bem perdido, apertando o lábio com os dentes e rindo, rindo de mim, rindo da minha idéia-sonho e rindo do meu coração que resolve bater diferente quando acredito nesse delírio simplesmente adorável...
um sonho esquisitérrimo

o sonho começa eu num carro, no banco de trás, com dois rapazes (desconhecidos). Nós três estávamos bem vestidos, chegamos a um teatro super diferente: o palco era redondo, na verdade eram quatro palcos, separados por colunas, e em todos os palcos se passavam as mesmas cenas (ou seja, quatro vezes mais atores que o necessário)... sei que eu estava sentada num lugar horrível, atrás de uma coluna e eu tinha que ficar me debruçando num dos rapazes que estava comigo para enxergar melhor. A peça era natalina, toda em inglês (eu juro que estava no brasil, vai entender), e eu lembro que o papai noel tinha perdido a hora de entregar os presentes (???). Divertidíssimo lembrar esse sonho, depois estávamos passeando pelo lado de fora do teatro, um lugar super diferente, parecia um shopping enorme, com umas lojas diferentes (o que fala contra eu estar no brasil, mas tudo bem), e eu lembro que eu queria comer doce (??).
tudo a ver...
finalmente, está revelado o segundo filme da viagem!!!!!!!
fotinho da juju já ganhou lugar de destaque no meu porta-retrato novo!!!
fotinhos da gente (eu, amanda e juju) na praia... eu volto, juro que volto, ninguém mandou convidar... ;-)
e várias fotos minhas e da minha irmã fazendo poses bobas (haha), que tipo de pessoa tira uma foto de costas?? eu...
e mais uma vez eu saio na foto com o rosto parecendo "plastificado" (numa foto do ano passado em floripa também fiquei com efeito plastificado, eu não aprendo a não passar protetor solar antes das fotos...)
mas a foto mais engraçada é uma que nunca vai sair do meu quarto (evidentemente), que minha irmã tirou quando eu estava dirigindo e tinha colocado a blusinha por cima do biquíni - e esquecido de tirar o cinto... ou seja, uma foto ridícula e sem o menor sentido, eu vestida só com uma parte da blusa e de cinto (não sei se ficou clara a descrição, mas tudo bem, este é um post egoísta, só pra eu rir quando tiver vontade de vasculhar meus arquivinhos...). E para eu registrar ainda o quanto eu ri naquela volta pra búzios, fica aqui a história de eu e minha irmã cantando "se..." do djavan depois de quase quatro horas dentro do carro: eu pra lá de surtada já e no fim da música "mais fácil aprender japonês em braile", eu solto o "japa braile, japa braile" do meu amigo da faculdade e minha irmã teve um ataque de riso quase fatal (estávamos a quatro horas no carro, imaginem o estado psicológico de desespero em que nos encontrávamos, já que estávamos preparadas para uma viagem de duas horas e pouco...)... eu ri absurdamente, ela riu absurdamente mas contando assim não tem a menor graça... enfim, já disse que era um post egoísta.
também tiramos fotos na volta pra são paulo, dentro do carro, fotos dos cabelos voando, uma coisa totalmente desprovida de sentido e de senso de ridículo...
receita de sorriso:
ouvir o cd do balão mágico.
ou do trem da alegria.
ou ouvir "vou de táxi".
delícia!
enquanto morre uma personagem na minissérie (a tv ficou ligada depois do bbb), uma amiga triste diz que vai dar um passeio na praia.
e eu não saberia o que dizer para consolar, algumas dores são tão profundas que nunca passam...
queria dizer que estou aqui (mesmo a muitos km de distância), desejando que ela fique bem, desejando que o tempo passe logo, que a brisa passe e leve um pouco desse peso...
queria dizer que ela é muito especial e que fico muito triste por pessoas especiais sofrerem, mas que também, por essa tristeza, pela força com que ela suporta essa tristeza toda, ela se torna mais e mais especial...
lógico que não dá pra ser forte o tempo todo, mas não dá pra simplesmente ignorar um sofrimento...
i wish i could hug you now, e dar um pedacinho do meu coração, enquanto vc conserta o seu.
mas já que eu não posso fazer nada mesmo, saiba que eu adoro vc e estou aqui, sempre, sempre, sempre que precisar.

terça-feira, janeiro 14, 2003

muito bom mesmo é o comercial da sabesp:
vários galões de água rolando escada abaixo - "ela acabou de jogar 250 litros de água fora".
mostra uma mulher no banho, espiando por causa do barulho da água caindo - "ela também"...
o moço na novelinha falou que se apaixonou pela moça depois que comeu brigadeiro na casa dela...
será que chocolate é tão potente assim???
ah, mas que deu vontade...
do brigadeiro, né?! haha...
acabei de assistir ao "abril despedaçado" (sim, sou atrasada para ver filmes, como diz o rodrigo...).
não sei se hoje estou mais atenta que o normal, ou se tudo era realmente muito óbvio, mas fazia tempo que eu não percebia tanta simbologia num filme só.
agora só falta EU voar alto e escolher outro caminho.

segunda-feira, janeiro 13, 2003

algumas músicas ficam anos sem aparecer e quando aparecem trazem toda uma recordação já esquecida há muito tempo...

o que é que eu vou fazer agora
se o teu sol não brilhar por mim...
se eu usei aparelho para corrigir os dentes por anos, se eu já pintei o cabelo de vermelho e de preto, por que eu não posso querer destruir o meu rosto e construir um novo? por que eu não posso querer malhar e esculpir um corpo que não o meu? por que não usar lente azul nos olhos?
o que torna uma pessoa bonita? especialmente isso eu gostaria de saber...
haha, como não tinha visto antes o comentário no blog do baruno da menina pedindo namorado???
imagina só agora eu entrar nos blogs das pessoas, me descrever (!!!) e pedir mails de garotos interessados em mim...
tudo bem, tenho que ser justa, foi original.
e desculpe se um de vcs mandou mail pra ela, não pude deixar de rir (muito).

domingo, janeiro 12, 2003

pior foi a minha mãe pra mim: "vou te incluir no fome zero".
eu: "hein??"
ela: "vc não faz três refeições no dia..."
só minha mãe mesmo.
e quando eu digo que não tenho vontade de sair da cama, quero dizer que acordei três da tarde e só levantei cinco e vinte.
num dia em que não tenho vontade de sair da cama, nada nem ninguém me convence a comer, eu me lembro de uma música já velha, de quando eu tinha uns 15 anos, que dizia assim:
nobody loves me
nobody loves me enough
enough to save me
oh, no
< gritando > puta merda, não aguento mais < / gritando >
o que falta em mim? iniciativa.
que mais? paciência.
eu sou essencialmente conservadora e tradicional.
e isso é péssimo.
não chega a ser tédio.
mas é foda.
eu geralmente gosto de coisas rotineiras.
mas não desta rotina.
e nem da rotina das aulas.
pelo menos não da rotina que eu tinha semestre passado, apesar de tudo.
sabe como minha mãe me define? "a eterna insatisfeita".
ok, vai passar.
mas volta, sempre volta.
nada de tagarelices quando estou assim.
simplesmente chata.

sábado, janeiro 11, 2003

vasculhando minha carteira...
passagem de ônibus londrina - são paulo, de dois de julho do ano passado
uma folha de caderno com algumas frases e um endereço
carteirinha de vacinação (isso lembra que eu devia ter feito o teste pra saber se funcionou a vacina da hepatite B)
cartãozinho marcando a avaliação física da academia em 05/11/02
comprovante de pagamento do ballet em setembro
carteirinhas das bibliotecas do icb e da faculdade
cartinha do casal fofo "milena e tiguinho"
dois band-aids
um pedaço de papel esquisito com dois números de telefone (não sei de onde surgiram, sem nome, eu hein...)
comprovante que deixei uma camisola para ajuste (leia-se diminuir o tamanho da coitada, mesmo P ainda era grande)
bilhetinho que escrevi pra lígia numa aula de genética com a letra de uma música
bilhetinho "a-coisa-mais-fofa" da laura, recebi numa aula de fisio endócrino (super fofa: Mi Imagine um Loiro Esperto No seu coração Enchendo-o plenamente beijinhos!)
bilhetinho da lídia prometendo que iria me emprestar o frankenstein (não vi a cor do livro até hoje, normal)
foto da minha priminha marcella (vai sempre ser priminha, oito anos mais nova...)
cartão telefônico que comprei em cabo frio
uma carta perfeitíssima da pits...
e um mísero real, haha!
não custa tentar, né?
minha irmã vai prestar vestibular este ano, ela ainda não tem muita certeza, mas está pensando em oceanografia.
alguém conhece algum blog de oceanógrafo (ou estudante) pra eu pedir algumas informaçõezinhas básicas? eu conheci uma oceanógrafa no francês, mas não tenho o e-mail dela...
claro que se alguém for oceanógrafo e quiser responder, à vontade, não precisa ser blog, sei lá, qualquer coisa...
só fiquei decepcionada porque não tem esse curso em florianópolis, ia adorar ser obrigada a visitá-la naquela cidade simplesmente perfeita... (hihi)

sexta-feira, janeiro 10, 2003

revolta, indignação, impotência.
passou ontem, no jornal da tv.
o rapaz ameaça a motorista, ela começa a colocar notas e notas nas mãos dele.
o farol (sinal, mas para mim sempre foi farol) abre, o rapaz sai com os vários reais entre os carros, pega uma bicicleta e desaparece. Foi flagrado, alguém filmava o que acontecia.
horas depois a polícia localiza o rapaz.
de que adianta?
eu ando sozinha, de vidros abertos. nunca fui assaltada (sozinha), sei lá, acho que devo ter tanta cara de criança que ninguém bota fé que eu carregue nem cinco reais (não que eu ande com muito mais que isso, haha).
voltando do boliche hoje, vi uma "família de rua" na calçada - cadeira de praia, umas sacolas, blusas de frio ao lado. deviam ter mais dinheiro que a minha carteira. quem me garante que aquela criança ali não pegaria um caco de vidro e não ameaçaria um motorista qualquer dia desses?
eu me sinto responsável, sim, em parte. estudo em faculdade pública - isso pesa bastante pra mim. o governo investe na minha formação e eu não acho que eu retribuo. pretendo retribuir, tudo bem, mas e o agora???
eu me sinto responsável se uma criança assalta motoristas para não apanhar depois.
lógico que a violência desperta perguntas do tipo "pq eu?". se despertasse mais "o que eu posso fazer?", ou "será que eu sou culpado por me omitir?", as coisas poderiam ser diferentes.
às vezes eu tenho medo até dos vendedores ambulantes, eles realmente reagem mal quando não queremos o que eles vendem. somos obrigados a consumir, só pq ele vende? só pq ele não teve uma oportunidade melhor de emprego? mas será que eu, sem querer, não tirei o emprego dele quando comprei alface importada?
não, eu não sei o que eu faria se de repente o lula me desse carta branca. não acho que ninguém saiba, também. só acredito que duas, três, vinte mil cabeças pensam melhor que uma.
penso que devia ser compromisso de cada um discutir idéias, um dia (cedo ou tarde, infelizmente) também seremos vítimas desta sociedade. talvez somos todos, sem culpados, afinal, não se sabe mais quem, onde, quando começou isso tudo.
quem me dera, ao menos uma vez...
inutilidades do zodíaco
(vou colocar só a do meu signo, se alguém quiser posso mandar por mail)

"CAPRICÓRNIO

Palavra que define você:
Ordem (tudo bem, pode ser, além de outras palavras)

Seu verbo preferido:
Eu uso (não entendi o que quer dizer)

Sua característica física principal:
Magro, com alguma dor nos joelhos, nariz grande, lábios finos (não muito diferente do real)

Você representa:
O ancião do zodíaco (haha, perfeito!)

O que mais gosta de fazer:
Chegar ao cume (talvez...)

O que menos suporta:
A desordem e o caos (talvez)

O dinheiro, você obtém:
Com persistência e muito trabalho (faz sentido)

O dinheiro significa para você:
Segurança e poder (haha, nunca disse que não queria dominar o mundo)

Sua mente:
Prática e estruturada (nem sempre, ultimamente nunca)

Sua família:
A prioridade da sua vida (concordo)

Seu lar está carregado de:
Ordem e limpeza

Sua imaginação se caracteriza por:
Ser singular e aventureira

Seus companheiros de trabalho dizem:
Que você é muito organizado (tradução: "uma chata")

Seu trabalho perfeito:
Posições de autoridade, ensino, quiroprática, medicina e construção (hmm...)

Atividade que beneficia você:
Desenvolver a sua imaginação e criatividade

Como repõe suas energias:
Relaxando e não se exigindo tanto

Em sociedade e nos negócios caracteriza-se por:
Ser efetivo e persistente

No amor:
Você espera que suporte as provas do tempo e que possa abrir totalmente seu coração. (concordo plenamente)

O casamento:
Significa apoio e segurança (parece um pouco monótono demais para o que eu espero...)

Seu maior defeito:
Controlador (haha, fosse bom...)

Sua maior virtude:
Disciplina (realmente estou me achando sem graça a partir desta análise)

Seu sonho secreto:
Chegar ao topo (não é meu sonho secreto)

Arma secreta para seduzir:
Ser encantador e romântico (se fosse, não estava solteira há tanto tempo)

Sua sexualidade:
Está cheia de profundidade, sensualidade e poder (haha... não sou eu quem está dizendo...)

O que você ostenta:
Seu autocontrole (nem sempre)

O que falta em você:
Positivismo em relação à vida (falta, muitas vezes)

Sua filosofia:
Tudo pode possuir ordem (voltei a ser sem graça, não sou!!)

As viagens:
Incômodos (de forma alguma. Adoro viajar.)

Como define o sucesso :
Encontrar o equilíbrio na sua vida (perfeito!)

Como chefe:
Justo e prático (nada mal, nada mal...)

O que não deixa você avançar:
Seus intransigentes pontos de vista (teimosa, eu?? quase, quase nada... hahahaha...)."
subo na balança da farmácia.
44.700 gramas.
definhando, eu?
impressão sua.
definitivamente eu não tenho o direito de publicar o que escrevi.

quinta-feira, janeiro 09, 2003

eu sempre levei muito a sério aquela história de "comprar presente pros outros como se fosse pra vc mesmo". Mas hoje eu definitivamente me superei, ao ponto de estar com uma dó de dar o presente (hihi)... deixa eu explicar melhor, eu fui à lush ter uma idéia do que comprar, mas não consegui sair de lá sem um kit muito perfeitinho: dois sabonetes (um de abacaxi e um de canela), um esfoliante para o corpo e um hidratante em barra (sim, a tal barra de massagem também é hidratante). A moça da loja fez um embrulho todo estiloso, com palha e pétalas secas... perfeito! Eu adoro dar presentes, adoro, ainda mais quando é um presente gostoso desses - gostoso de escolher, gostoso de usar depois... mas é bom eu não ficar pensando muito nele não, é capaz de assaltar o pacote, haha...
um lugar chamado nothing hill

estou com uma preguiça terrível de pensar em todas as músicas para responder o questionário todo do blog da juju, mas a música que traduz o que estou sentindo agora, com certeza é "somebody to love" - queen. Como sempre, aliás. Na verdade é meio esquisito, porque eu sei que não quero que ninguém ache ninguém pra mim - não acredito em "amor arranjado". Eu também não acredito muito (ops, opinião em cheque aqui, mas não vem ao caso explicar por que, afinal de contas eu tenho muitas dúvidas, como sempre, aliás) em amor "construído pelo tempo". A verdade é que eu sei que não posso assistir a filmes meigos e românticos, mas eu sou idiota e insisto. Ainda mais com um cara romântico, de olhos azuis e com um sotaque adoravelmente britânico no papel principal. Bem feito mi. Um dia a senhorita aprende. (provavelmente este post se autodestruirá, e depois de autodestruído só sobrará o título do filme).

quarta-feira, janeiro 08, 2003

nada atrasada, só pra variar um pouco e não perder o costume, assisti hoje ao filme "uma mente brilhante". Eu tenho um péssimo hábito - o de me concentrar demais na história e raciocinar pouco sobre ela (acéfala? que é isso... haha...). Esse péssimo hábito tem implicações em outras áreas da minha vida, como relacionamentos, mas voltando ao filme, eu me prendi tanto à história que, momentaneamente, esqueci que o nash era esquizofrênico e entrei na loucura dele... o que não seria um grande problema se eu não tivesse visto vídeos de pacientes esquizofrênicos há menos de dois meses. Enfim, tirando o problema da espectadora aqui ser um tantinho lerda, gostei de ter assistido - e gostei do amor atuando de forma terapêutica também.

terça-feira, janeiro 07, 2003

"a menina foi a uma médica e ela disse tudo ao contrário: que não é nada bom se casar com um médico, que não vale a pena fazer especialidade com urgências. 'A medicina é muito limitada, os médicos não sabem falar de outra coisa, não sabem o que acontece no futebol, na política, nas artes' e a menina, sem mesmo perceber, começou a concordar. 'Depois de um tempo, faz falta ter horários, faz falta não poder se programar para o fim de semana, não poder fazer esse ou aquele curso (não médico, pelo amor de Deus). Faz falta poder dormir com o bip desligado', e a menina concordava, ela sabia de tudo isso, sim, sabia, mas nunca tinha ouvido ninguém falar assim, com uma tristeza realizada, toda uma experiência (magoada) de vida desfilando na sua frente. E a menina considerou a hipótese de ser radiologista mais uma vez. Mas, como era triste saber que ela gostava das especialidades doidas, cheia de plantões e pacientes ligando... como podia ser triste sua vida em tão poucos anos... 'calma, menina vc ainda tem muito tempo' - sua consciência soprou. Entretanto, o recado ainda ecoa, horas depois, na sua mente, como num daqueles cartazes amarelos do drummond: não adianta vc se realizar profissionalmente - a vida é muito mais que isso."
um viva ao marcel que fez este template novo - que eu adorei!!!
sim, talvez, na verdade, eu não seja tão rosa quanto meu outro template indicava.
a idéia de colocar um trecho da minha música preferida surgiu no meio da dutra, entre são paulo e rio, enquanto garoava - e estava tocando "índios", versão do acústico da mtv. Mas eu realmente não sabia que o marcel colocaria a frase na calçada da foto - efeito espetacular...
aproveitei e mudei minha descrição, agora só falta acrescentar uns links novos...
quem me dera ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo que existe, acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes

segunda-feira, janeiro 06, 2003

e tudo transforma-se num piscar de olhos.
finalmente declaro desativada a enquete: "qual dos sentidos é o seu preferido?".

os resultados foram:
audição (00.00% ~ nenhum voto)
gustação (39,13% ~ 9 votos)
olfação (4,35% ~ 1 voto)
tato (21,74% ~ 5 votos)
visão (34,78% ~ 8 votos)
Total: 23 votos

essa vitória da gustação merece ser comemorada com uma bela panela de brigadeiro. Lá vou eu...

domingo, janeiro 05, 2003

sim, já postei o link uma vez.
agora postarei a letra.

"Wind's nocturne
Wishing on a dream that seems far off
Hoping it will come today
Into the starlit night
Foolish deamers turn their gaze
Waiting on a shooting star
But
What if that star is not to come?
Will their dreams fade to nothing?
When the horizon darknes most
We all need to believe there is hope
Is an angel watching closely over me?
Can there be a guiding light I've yet to see?
I know my heart should guide me but
There's a hole within my soul
What will fill this emptiness inside of me?
Am I to be satisfied without knowing?
I wish then for a chance to see
Now all I need
Is my star to come..."

uma das coisas mais meigamente tristes...
"Recado dos astros para os capricornianos

Espere um domingo romântico e cheio de pessoas fascinantes. Não que o mundo tenha mudado. São os seus olhos que estão mais sensíveis..."

com certeza, bem mais sensíveis... voltei a ser uma chorona. E isso não é de todo mal. Principalmente porque meus olhos ficam mais verdes. Não que isso faça muita diferença, atrás das lentes e atrás das telas.
"se eu tô alegre eu ponho os óculos e vejo tudo bem
mas se eu tô triste eu tiro os óculos, eu não vejo ninguém"

(paralamas)
eu que achava que tinha perdido minha capacidade de chorar.
eu que achava que não tinha complexo de culpa.
eu...
às vezes é horrível me conhecer melhor.
ah sim, de onde surgiram poetas inesperados neste blog?
daqui.
especialmente para quem tem paixonites platônicas sucessivas (como eu):

"Se

se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso
de noite uma farra
a gente ia viver
com garra


eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto


ia ser um riso
ia ser um gozo
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio


daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando
se por acaso
a gente se cruzasse..."

(Alice Ruiz)
"Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.

Viver é não conseguir."


Fernando Pessoa, 14-6-1932
utilidade pública:
se vc estiver triste, não converse comigo, eu tenho o dom de piorar as coisas.
mesmo.
eu só sirvo para dar abraços nessas situações.
mas isso não costuma funcionar no mundo virtual.
se eu soubesse disso antes...
olha só o que achei aqui.

sábado, janeiro 04, 2003

eu juro que eu detesto telefone.
mas eu abro exceções...
meu desânimo passou após conversar por uma hora com a milena - uma hora cronometrada. Tudo bem que esse é o meu limite ao telefone, mas a milena sempre tem tantas histórias pra contar... como por exemplo a da nota falsa que ela pegou sem perceber e foi tentar passar pra frente, ou do jogo final corinthians e santos - cada vez que ela chegava perto da tv o santos fazia um gol (ela é corinthiana...).
e agora estou com vontade de dançar. Opção única para dançar (a esta altura do dia): meu quarto. Haha, quem vê pensa que eu não faço isso sempre... como diria a música do sunscreen: "dance, even if you have nowhere to do it but in your own living room".
adoro as pequenas bobeiras do dia-a-dia.
eu sempre tive dificuldade para conceituar amor. Aliás, estava até conversando com a juju sobre isso no icq outro dia. Estava procurando blogueiros paulistanos quando achei este blog aqui, "confissões...". A moça escreve muito bem e fui lendo, lendo, até que me deparo com o post do dia 16 de dezembro, sobre a facilidade em conceituar amizade e a dificuldade enorme em conceituar amor. Eu sei que sou mais conceitual do que deveria ser, sei que gosto de aplicar o método científico a tudo - e isso atrapalha um bocado. Mas continuo em busca da definição, inutilmente, como tantas buscas inúteis que mantenho, simplesmente porque sou ingênua e esperançosa (incurável).
alguém aí está visualizando meu blog normalmente???
< momento de desânimo >é tão estranho me sentir assim...
com vontade de chorar sem motivo, com a eterna "saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi".
ninguém em casa, o telefone não toca - e nem que tocasse, para quem ainda não sabe, eu só atendo meu celular...
nenhuma perspectiva de mudança para este ano novo, aliás, nada do que me cerca sabe que mudou o ano. Sem calendário novo na parede (sem o velho também), sem as fotos da viagem terem sido reveladas, os mesmos móveis, as mesmas paredes brancas. Não que eu ache desesperadoramente ruim não haver perspectivas de mudanças, mas uma surpresinha de vez em quando não é nada mal...
a mesma vontade ridícula de pegar o carro e sair dirigindo sem rumo, ouvindo músicas tristes (não vou fazer isso).
na verdade talvez eu saiba o motivo, mas eu não admitiria nem para mim mesma. < / momento de desânimo >
às vezes eu me adoro muito.
mas isso não tem a menor importância.
às vezes eu me odeio muito também.
Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

(Vinícius de Moraes)
odeio saber que vou sentir muitas saudades de alguém.
alguém mais adora a loja lush sem nunca ter comprado nada lá?
mas comprarei um dia, só me falta um bom motivo para comprar uma coisa que sempre tive vontade de comprar.
ah sim, dinheiro também ajudava, porque as coisas todas são bem caras...

sexta-feira, janeiro 03, 2003

sexta à noite na frente do computador.
e passa um filme na tv ligada com volume quase inaudível, uma das personagens com um namorado virtual está comprando uma passagem para encontrá-lo nos estados unidos.
e aparece alguém falando inglês comigo no icq - enquanto digitava o post.
well...
só agora percebi que não tinha arrumado minha idade nas informações pessoais...
se eu tenho defeito? se eu sou maluca?
não, eu realmente tenho problemas mentais e sou ridícula.
eu me supero na capacidade de fazer coisas idiotas.
doida.
sem comentários para mim.
depois eu fico com dor na bochecha de tanto rir (de mim mesma, diga-se de passagem) e ainda reclamo.
mil e tantos km depois...

a cor da minha pele mudou um pouquinho, sim. Agora dá pra diferenciar o lençol branco do meu braço.
cinquenta fotos (o que é pouco) - que não serão postadas pela simples razão de eu não ter como digitalizá-las.
muitas praias visitadas, ausência completa de loiros (quer dizer, tirando os que apareceram só para me contradizer, evidentemente, quando fiz a reclamação para a juju).
sim, EU CONHECI A JUJU!!! ela foi nossa (minha e da minha irmã) guia segunda-feira quando eu, com toda minha loucura e minha coragem (haha, me sentindo "a corajosa"), dirigi de búzios ao rio de janeiro (duas horas e pouco para ir e nada menos que quatro horas para voltar...). Mas haverá um post especial sobre isso.
passei a virada de saia branca e blusinha rosa, "paz e amor", quem sabe dá sorte (toc, toc, toc). Na praia de geribá, para quem conhece. Menos fogos do que eu esperava - mas tudo bem, o que importa é que eu pulei devidamente as ondas necessárias para tentar realizar alguns sonhos durante esses próximos meses...
comprinhas?? sim, algumas coisas básicas... a tal saia branca do reveillón, uma sandalinha nova fofíssima, biquíni...
e continuo falando o "s" e o "r" normalmente... hahaha....
finalmente terminei de orgazinar a bagunça.
agora vou tentar escrever sobre a viagem.

quinta-feira, janeiro 02, 2003

quem me vê rindo que nem uma idiota pro computador, me equilibrando entre as conversas no icq com as pessoinhas especiais de quem estava com saudades, não imagina a pilha de roupas e sapatos para guardar... não imagina a pilha de livros que eu quero terminar de ler antes do dia três de fevereiro... não imagina que eu quero fazer um post super legal contando da viagem...
mas tudo bem, hoje é só o primeiro dia e eu estava com muitas saudades dos nominhos piscantes (eu me apego muito a tudo que me faz sorrir...).
pausa para uma campanha.
ótima, por sinal.



roubada do blog da amanda.
ainda falta colocar muita roupa de volta no armário, falta achar muita coisa no meio da bagunça, terminar de desembaraçar meu cabelo (ele se revoltou, não queria voltar pra casa de jeito nenhum e ficou se debatendo o caminho todo, com o vento... resultado, eu parecia - e não melhorou muito, mesmo depois de shampoo e condicionador - uma... ah, sei lá, uma descabelada maluca, mas descabelada é muito relativo, e maluca... haha...) e tantas outras coisas no pós viagem. Falta descobrir quem deixou as duas mensagens no meu celular no dia do meu aniversário que se perderam porque eu estava em outro estado e não consegui acessar a caixa postal antes da destruição completa delas... Falta ler alguns mails novos, falta avisar as pessoas que eu cheguei (sim, vou ter que fazer algumas ligações, apesar de ser contra os meus princípios, haha), falta xingar devidamente quem não me ligou, falta descobrir um jeito inteligente e não-potencialmente-mala de manter meu "bronzeado" (haha, sim, foi uma piada) por mais uns dias. Enfim, estou de volta, num ano novo nada diferente do anterior, exceto pela recuperação (espero que definitiva) da minha auto-estima por motivos que nem eu mesma sei (nem porque ela se abateu, nem porque ela se recuperou, o fato é que a combinação sol-mar fez um bem enooooorme...).
voltei.