quarta-feira, outubro 29, 2003

fico aqui atormentada, atravancando meu estudo das hepatites por causa de uma questão filosófica. Esses três dias de hibernação (no robbins) em casa, me fizeram mal, como geralmente me fazem mal dias de hibernação no meio do tumulto. E fico filosofando coisas que podem acontecer ou não, sei lá, alguém tem uma bola de cristal pra emprestar?? Estava tudo indo tão bem no meu estudo esta tarde... Vou à vizinha, converso um pouco sobre a real medicina e volto pensando coisas do além. Tanta coisa mais séria não devia ser como é, com os pequenos problemas sentimentais não poderia ser diferente. E fujo desesperadoramente das músicas que podem fazer com que os pensamentos pensamenteem pelo mundo dos pesadelos que continuaram a me atormentar, hoje outra vez - mais alguém aí tem pesadelos repetidos com uma mesma cena que já aconteceu??? (não contam cenas fortes do tipo assalto ou coisas piores... refiro-me a uma cena que pode ser considerada até "banal"...)
boa notícia!!
fui convocada para a entrevista daquele concurso para dar plantão numa maternidade da prefeitura. São vinte e uma vagas (talvez vinte, não passa de 21), eu fiquei no vigésimo oitavo lugar. Acontece que eles chamaram 76 pessoas, talvez eu tenha alguma chance, não?? De qualquer jeito, por algum milagre inexplicável, eu fui melhor que meus amigos que passaram a semana toda estudando essa matéria (só lembrando que eu tinha prova substitutiva de farmaco dois dias depois e quase desencanei desse concurso). Realmente o mundo é muito injusto. É só não ligar muito que as coisas acontecem. É meio complexo isso, mas quanto menos expectativas, mais coisas legais. Vai entender.

P.S.: QUE LEGAAAAAAL :))))
P.S. 2: acho que eu devia desencanar de pato gastro também, hahahahaha

terça-feira, outubro 28, 2003

peguei lá no blog do bruno. E não, não vou comentar o resultado, hehehehe.....


Qual é seu vício?


POST DEVIDAMENTE AUTODESTRUÍDO.

ninguém, ninguém iria entender, nem que hoje, pós-surto, eu explicasse.

domingo, outubro 26, 2003

cleópatra
não, não foi festa à fantasia desta vez. Nada de perder a memória e a peruca. Mas eu diria que a festa foi muito boa. Depois da sandrinha tentar fazer uma escova no meu cabelo com três secadores, da espera da karen no estacionamento da faculdade, do vinho podre... e da festa em si... passei o dia dormindo e a juju pode fazer mais uma vez um intensivo de "mãe da mi", coitada... E agora estamos aqui, no quarto com a minha cama desmontada (é colchão sobre colchão, o que eu posso fazer?) numa sessão terapêutica de músicas depressivas... Nem todas as tarefas são fáceis, princicpalmente as que envolvem palavras - mas este é outro assunto.

sábado, outubro 25, 2003

definitivamente não, são paulo não é uma cidade turística...
e pra convencer a juju disso, como faz?? bom, ela começou a se convencer quando entrou em sites e viu que as coisas "turísticas" ela já tinha feito (praticamente) todas... enfim, passear é sempre legal e hoje fomos a lugares que nem eu mesma sabia como fazer para ir... e agora estamos naquela preparação básica para finalmente a juju entender o significado da palavra balada (ou não, hahahahaha).

sexta-feira, outubro 24, 2003

ela chegou
fui buscar hoje à noite a juju na rodoviária, desta vez sem maiores intercorrências.
o único detalhe é que eu estou no meio de duas provas, digamos, complexas (tá, a de amanhã nem é tanto assim, vai) e não posso faltar nas aulas (depois daquele fiasco total em pato hemato eu prometi para mim mesma nunca mais repetir a dose)... então vou deixá-la vivendo por si só em plena avenida paulista amanhã (não quero nem ver o que vai dar, hehehe). A verdade é que agora a juju terá a oportunidade de me conhecer no intra-stress, não como nas férias de julho, quando eu estava totalmente sussa... é o que eu sempre digo, ninguém mandou arrumar amiga complicada, hehehe ;)
enfim, mais novidades amanhã (quer dizer, hoje, né), aqui ou .

quarta-feira, outubro 22, 2003

recebi este texto por e-mail.

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores; mais medicina, mas menos saúde. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos...

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.

Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.

São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.

É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del.

com tantos objetivos, muitas vezes esquecemos o objetivo principal: ser feliz. Até quando alguém é capaz de adiar a própria felicidade?

terça-feira, outubro 21, 2003

aproveitando a folga...
levei minhas vizinhas sara, 6 anos, julia, 6 anos e tati, 2 aninhos, ao cinema. Hehe, levei as garotinhas para assistir ilha rá-tim-bum. Pelo menos essa foi a versão oficial, né... não que eu goste desses filmes bobos, maniqueístas, com finais felizes e com efeitos especiais leves e fofos, não que eu ache o loirinho do olho azul muitíssimo fofo, não que eu ache o máximo assistir a ilha, o castelo e o resto desses programas infantis na cultura quando eu tenho tempo. Nananinanão, hehehe :) Eu fui levar as meninas. E foi o máximo sair pra passear com três crianças comportadas e barulhentas (eu adoro barulho de criança), foi o máximo ficar carregando a tati no colo no shopping (a pequena caindo de sono e a gente morrendo de pressa pra não chegar tarde na sessão). Foi muito divertido dirigir com três menininhas no banco de trás do carro e eu de "motorista". E finalmente, depois de 3 semanas, esta noite eu terei um sono tranquilo e despreocupado - principalmente depois de esvaziar minha cabeça das preocupações com o que eu chamaria de criançaterapia...
:)
I FEEL GOOD

Whoa-oa-oa! I feel good, I knew that I would, now
I feel good, I knew that I would, now
So good, so good, I got you

Whoa! I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, I got you

When I hold you in my arms
I know that I can't do no wrong
and when I hold you in my arms
My love won't do you no harm

and I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, I got you

When I hold you in my arms
I know that I can't do no wrong
and when I hold you in my arms
My love can't do me no harm

and I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, well I got you

Whoa! I feel good, I knew that I would, now
I feel good, I knew that I would
So good, so good, 'cause I got you
So good, so good, 'cause I got you
So good, so good, 'cause I got you


Não, nada de superuau.
Só acabei a prova de farmaco, acho que fui bem, e descobri que não tenho nada (na-di-nha) pra fazer esta tarde. De vez em quando até quem não faz muito por merecer merece um descansinho, hehehe :)
Mas amanhã começa a saga do robbins (livro de patologia) - primeiro, endócrino, depois gastro (o terror, haha!!).

segunda-feira, outubro 20, 2003

estou com ímpetos de marcar o xizinho na opção "otorrinolaringologia" daqui três anos.
nada definitivo, por enquanto, mas é uma possibilidade muito, muito possível.
(e haja medicina neste blog, vida de bitolada é fogo....)
e o assunto de hoje é... farmaco!!!
amanhã é a tal sub ridícula. Hoje à tarde fui ver a prova que me deixou nesta situação, digamos, desconfortável. Eu não respondi várias questões bem ridículas mesmo, por esse ponto de vista foi muito mais que bem feito eu ter que estudar a matéria toda (ok, é só um quarto da farmaco toda) de novo. Para quem for entender, eu não respondi coisas do tipo "qual o conceito de absorção de uma droga" e "qual beta bloqueador usar em pacientes diabéticos", entre outras questões menos mongóis (é, eu não respondi, deixei em branco, EU SOU TOSCA, EU SEI). Acontece que algumas coisas eu respondi e a professora simplesmente não concordou com a minha resposta. Isso me revolta, por que razão insondável eu tenho que raciocinar da mesma forma que ela??????????????? Não foi a coordenadora do curso quem fez a questão que mais me revoltou, a professora "dona da questão" (ou seria "dona da verdade"??) não estava, então a coordenadora (realmente foi um ato gentil, juro que não é irônico) deixou anotada a minha dúvida e perguntou pra outra professora. Mandou a resposta por e-mail:
A Joana ( paciente da prova) tinha glaucoma de angulo fechado e portanto quando as luzes do cinema se apagaram ela teve ""midríase"" e portanto apertendo o canal de Schlem impedindo a drenagem do humor aquoso. A droga a ser usada é a pilocarpina agonista muscarínico.
Acontece que a questão perguntava como fazer o diagnóstico e eu tenho certeza de que a professora falou na aula que para o diagnótisco poderia se fazer um teste provocando a midríase - no caso com um antagonista muscarínico, ou com uma droga simpatomimética. A professora respondeu com a droga usada no tratamento.
Tá, eu devia saber pelo menos metade do resto da prova. Mas se ela tivesse considerado a resposta eu não estaria tão absolutamente estressada. A esta altura eu tô confundindo beta-bloq com colinérgicos indiretos e clearance com concentração plasmática. Que merda!

Que amanhã à noite chegue logo!

domingo, outubro 19, 2003

wish-list
*template novo
*tempo para fazer 3 ligações importantes mas demoraaaaaadas...
*poder dormir um pouco antes de estudar farmaco
*não precisar fazer essa sub ridícula
*que novembro chegasse logo, bem logo
*estar na praia hoje, tomando caipirinha de maracujá
(entre outras coisas...)
ganhei um cd de uma amiga da faculdade.
"a primeira faixa é a sua cara".
aqui está ela:

"i'm feeling nothing but all alone
just missing someone i don't even know
but until i find them, i'll wait patiently
just feeling nothing inside of me
and where are you baby? where can you be?
why aren't you here loving me?

cause i want to kiss you and make you feel right
i want to lay with you all through the night
and i want to feel passion, i want to feel pain
i want to weep at the sound of your name
come make me laugh or come make me cry
just make me feel alive

and so i wait for that glorious day
when the one i dream of comes my way
and when our lips touch so tenderly
i know i'll feel something inside of me

cause i want to kiss you and make you feel right
i want to lay with you all through the night
and i want to feel passion, i want to feel pain
i want to weep at the sound of your name
come make me laugh or come make me cry
just make me feel alive"

sábado, outubro 18, 2003

hoje é...

aniversário do julinho :)

dia do médico :)

dia de acordar extremamente gripada e não ter condições de ir à aula de francês :/

sexta-feira, outubro 17, 2003

aviso solene
este blog voltará ao seu funcionamento normal.
em breve ;)

quarta-feira, outubro 15, 2003

ontem à noite, quando o elevador parou no térreo para a pitorri descer, estávamos rindo, falando coisas idiotas, nos despedimos com um "até amanhã na aula de farmaco". Hoje, saindo do cemitério, dei um abraço forte e demorado e falei apenas "tchau". A morte com certeza é muito triste, mas triste mesmo é ver uma amiga querida chorando e se culpando... Nas palavras dela "foi uma coisa tão tosca..." O avô Pitorri estava no hospital desde segunda à noite, e morreu por uma broncopneumonia bilateral. Morrer de pneumonia talvez seja realmente tosco. A pits ia tentar transferir o avô para o HC hoje - tarde demais? Eu falei pra ela que infelizmente as pessoas precisam morrer de alguma coisa, e que pelo menos a morte veio rápido para o avô dela, quantos avôs e avós não ficam internados dias e dias, com um sofrimento apenas prolongado por uma medicina que talvez leve menos em conta os sentimentos das pessoas que os próprios méritos dos aparelhos e tecnologias de última geração... A pitorri estava triste, estava decepcionada com a própria carreira, com a própria "merda de vida". Chegamos lá, mais dez futuros médicos, e, que consolo? Velórios são deprimentes porque, de certa forma, é apenas um sofrimento a mais: ter que contar as horas para o enterro, as lembranças são sempre inevitáveis, o corpo lá, frio, querendo dizer "morri" mesmo quando aparenta dormir...
sa maison est tombée
morreu o avô da pits.
enterro hoje à tarde.

sábado, outubro 11, 2003

mais alguém aí gosta do barulhinho da escova de dentes enquanto está fazendo a "higiene bucal"??

quinta-feira, outubro 02, 2003

tempo?? pra quê??
absolutamente sem tempo. A B S O L U T A M E N T E.
o curso de obstetrícia está muito legal, é diferente ter aula junto com pessoas de outras faculdades, é interessante notar como aluno de medicina é tudo igual, no fundo. A aula de ontem foi "meio" péssima com a professora lendo o slide e se embananando pra tentar desenhar o útero na lousa (parecia que ela nunca tinha visto um.... eu hein...). O curso acaba mega tarde, eu chego podre. E quando não tem curso, "estudar é preciso", comer e dormir também, por incrível que pareça. De resto, tudo na mesma. Ah, não, tem uma coisa diferente - estou surpresa comigo mesma, estou gostando das aulas de ortopedia...