não vejo a hora
de poder esvaziar a bancada do meu quarto, de poder empilhar os cadernos e os livros sem me preocupar com qual deve ficar mais fácil porque será usado antes.
não vejo a hora de guardar o esteto e os aventais bem arrumadinhos, bem limpinhos e bem empacotadinhos.
não vejo a hora de nem desempacotar a mala, e juntar uma viagem na outra.
mas ainda faltam duas semanas.
obviamente, as duas piores.
domingo, novembro 30, 2003
pois é...
como eu já deixei comentado no blog do rodrigo tempos atrás, quando a vida vai bem, o blog vai mal.
e agora é minha vez ;)
(e por enquanto, nada de detalhes)
como eu já deixei comentado no blog do rodrigo tempos atrás, quando a vida vai bem, o blog vai mal.
e agora é minha vez ;)
(e por enquanto, nada de detalhes)
quarta-feira, novembro 26, 2003
uma música fofa, que me acordou hoje.
Enquanto houver sol
Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde deus colocou
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde deus colocou
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
domingo, novembro 23, 2003
voltando à leitura
para aproveitar uma tarde que não estava sendo patologicamente rentável (entenda-se por isso que eu não conseguia estudar patologia renal), resolvi retomar a leitura do quincas borba que eu abandonei há um tempinho... e encontrei um trecho que merece um post.
"A sombra da sombra de uma lembrança grotesca projeta-se no meio da paixão mais aborrecível, e o sorriso vem às vezes à tona da cara, leve que seja, - um nada."
e sem querer, no meio de uma conversa com uma amiga proporcionei um desses sorrisos leves no meio de uma paixão das mais aborrecíveis...
para aproveitar uma tarde que não estava sendo patologicamente rentável (entenda-se por isso que eu não conseguia estudar patologia renal), resolvi retomar a leitura do quincas borba que eu abandonei há um tempinho... e encontrei um trecho que merece um post.
"A sombra da sombra de uma lembrança grotesca projeta-se no meio da paixão mais aborrecível, e o sorriso vem às vezes à tona da cara, leve que seja, - um nada."
e sem querer, no meio de uma conversa com uma amiga proporcionei um desses sorrisos leves no meio de uma paixão das mais aborrecíveis...
sábado, novembro 22, 2003
juju:
os comentários do seu blog estavam em manutenção e eu não pude deixar meu recadinho lá.
(antes que vc reclame que eu sumi e tal, hehe)
os comentários do seu blog estavam em manutenção e eu não pude deixar meu recadinho lá.
(antes que vc reclame que eu sumi e tal, hehe)
e ao contrário do que se pode pensar, i'm still alive, et bien alive, por sinal...
mas isso não vem ao caso (agora).
estava voltando da prova do francês hoje de manhã e vi, pela enésima vez, pessoas desrespeitando a faixa exclusiva para ônibus. Se analfabetos com certeza não são (afinal, para conseguir a CNH é preciso passar por um exame teórico com direito a ditado e tudo, certo???), fico imaginando o que leva essas pessoas a se considerarem mais espertas, mais importantes, mais qualquer coisa e, por isso, se acharem no direito de andar na faixa indicada com a plaquinha "só ônibus". Pode ser radicalismo meu, mas se as pessoas não conseguem entender uma lei tão simples quanto "aqui só podem andar ônibus", não é de se espantar que não entendam também leis do tipo "não assaltar" ou "não matar". Afinal de contas, uma transgressão, grande ou pequena, tem como origem o mesmo desrespeito, o mesmo egocentrismo e, quem sabe, a mesma falta de orientação.
sei lá.
mas isso não vem ao caso (agora).
estava voltando da prova do francês hoje de manhã e vi, pela enésima vez, pessoas desrespeitando a faixa exclusiva para ônibus. Se analfabetos com certeza não são (afinal, para conseguir a CNH é preciso passar por um exame teórico com direito a ditado e tudo, certo???), fico imaginando o que leva essas pessoas a se considerarem mais espertas, mais importantes, mais qualquer coisa e, por isso, se acharem no direito de andar na faixa indicada com a plaquinha "só ônibus". Pode ser radicalismo meu, mas se as pessoas não conseguem entender uma lei tão simples quanto "aqui só podem andar ônibus", não é de se espantar que não entendam também leis do tipo "não assaltar" ou "não matar". Afinal de contas, uma transgressão, grande ou pequena, tem como origem o mesmo desrespeito, o mesmo egocentrismo e, quem sabe, a mesma falta de orientação.
sei lá.
quarta-feira, novembro 19, 2003
segunda-feira, novembro 17, 2003
era uma vez.
era uma vez uma menina que sonhava, sonhava muito, sonhava sempre.
um dia alguém disse para ela que sonhar não levava a nada.
a menina sorriu e não acreditou, continuou sonhando.
a menina sonhava que podia ser médica e que podia dançar ballet.
a menina sonhava que podia ser feliz. Ela sonhava que um dia ia encontrar alguém que sonhasse tanto quanto ela.
vieram outras pessoas dizendo que sonhar era bobagem, perda de tempo.
e a menina se importou? Não: pelo menos nos sonhos tudo dava sempre certo.
um dia (e esse dia sempre chega), a menina cresceu. Deixou de ser menina.
então ela chegou à conclusão de que se não tivesse sonhado, não teria feito nem metade das coisas que a fazem feliz hoje em dia.
ela ainda não é médica, mas agora falta só metade.
ela ainda pode dançar ballet, pouco, é verdade, mas aproveitar cada minuto também é viver um sonho.
ela ainda não encontrou alguém que sonhe tanto quanto ela, mas isso, por ser mais difícil, vale a pena esperar mais. Esperar procurando, melhor não confiar que a sorte vai cair de pára-quedas, mas esperar sonhando - sonhando sempre.
era uma vez uma menina que sonhava, sonhava muito, sonhava sempre.
um dia alguém disse para ela que sonhar não levava a nada.
a menina sorriu e não acreditou, continuou sonhando.
a menina sonhava que podia ser médica e que podia dançar ballet.
a menina sonhava que podia ser feliz. Ela sonhava que um dia ia encontrar alguém que sonhasse tanto quanto ela.
vieram outras pessoas dizendo que sonhar era bobagem, perda de tempo.
e a menina se importou? Não: pelo menos nos sonhos tudo dava sempre certo.
um dia (e esse dia sempre chega), a menina cresceu. Deixou de ser menina.
então ela chegou à conclusão de que se não tivesse sonhado, não teria feito nem metade das coisas que a fazem feliz hoje em dia.
ela ainda não é médica, mas agora falta só metade.
ela ainda pode dançar ballet, pouco, é verdade, mas aproveitar cada minuto também é viver um sonho.
ela ainda não encontrou alguém que sonhe tanto quanto ela, mas isso, por ser mais difícil, vale a pena esperar mais. Esperar procurando, melhor não confiar que a sorte vai cair de pára-quedas, mas esperar sonhando - sonhando sempre.
domingo, novembro 16, 2003
sexta-feira, novembro 14, 2003
quinta-feira, novembro 13, 2003
após problemas técnicos...
um dia que começa absurdamente chuvoso e sem guarda-chuva.
uma escada, uma aula, um almoço.
o período pós-almoço.
duas aulas.
bate papo.
ballet.
Engraçado como todo fim de ano eu me surpreendo com um princípio meu que deixa de ser importante. Engraçado como eu acabo por me corromper, todos se corrompem um pouco, isso não é novidade - mas que assusta, assusta. Isso porque os príncípios rolam morro apenas no plano das idéias. Sei lá, alguns princípios são realmente inúteis e infelizinógenos (afe, que palavra mais horrorosa que eu inventei!!!).
um dia que começa absurdamente chuvoso e sem guarda-chuva.
uma escada, uma aula, um almoço.
o período pós-almoço.
duas aulas.
bate papo.
ballet.
Engraçado como todo fim de ano eu me surpreendo com um princípio meu que deixa de ser importante. Engraçado como eu acabo por me corromper, todos se corrompem um pouco, isso não é novidade - mas que assusta, assusta. Isso porque os príncípios rolam morro apenas no plano das idéias. Sei lá, alguns princípios são realmente inúteis e infelizinógenos (afe, que palavra mais horrorosa que eu inventei!!!).
quinta-feira, novembro 06, 2003
excursão
o nome da matéria já dá arrepios: "medicina social e do trabalho". Saí nos primeiros quarenta minutos na semana passada (afinal, era véspera daquela que foi a mais temida prova do ano todo, pato gastro). Hoje estava marcada uma visita a uma fábrica para ver se isso era capaz de, hm, estimular, o aprendizado. Tá.
meio dia e meia estávamos nós, os alunos, mal-almoçados, mal-dormidos, etc no local combinado para entrarmos no ônibus e partirmos rumo... à Ford, no ABC (cerca de uma hora da faculdade). Chegamos lá, uma apresentação (eu tive a incrível capacidade de dormir sentada do princípio ao fim, mesmo tendo dormido no caminho), um coffee-water-break (afinal de contas, só tinha café e água) e um passeio pela linha de montagem com protetores auriculares e óculos que me fizeram parecer qualquer coisa menos uma futura médica (foi "óculos sobre óculos", meus amigos fizeram questão de, um por um, olhar pra minha cara e dar risada). Ah, sim, havia um "guia", que parecia falar à frente dos alunos. Eu digo que parecia falar porque os protetores auriculares não me deixaram ouvir coisa nenhuma. Acabada a visita, voltar para a faculdade - por volta das cinco da tarde o motorista do ônibus teve a capacidade de fazer o pior caminho possível (ou seja, um transitinho básico e aquela sensação de "ele não sabe pra onde vai??"). Agora fica a eterna questão pra quê???.
algumas coisas na vida estão fadadas a morrerem sem a menor explicação.
o nome da matéria já dá arrepios: "medicina social e do trabalho". Saí nos primeiros quarenta minutos na semana passada (afinal, era véspera daquela que foi a mais temida prova do ano todo, pato gastro). Hoje estava marcada uma visita a uma fábrica para ver se isso era capaz de, hm, estimular, o aprendizado. Tá.
meio dia e meia estávamos nós, os alunos, mal-almoçados, mal-dormidos, etc no local combinado para entrarmos no ônibus e partirmos rumo... à Ford, no ABC (cerca de uma hora da faculdade). Chegamos lá, uma apresentação (eu tive a incrível capacidade de dormir sentada do princípio ao fim, mesmo tendo dormido no caminho), um coffee-water-break (afinal de contas, só tinha café e água) e um passeio pela linha de montagem com protetores auriculares e óculos que me fizeram parecer qualquer coisa menos uma futura médica (foi "óculos sobre óculos", meus amigos fizeram questão de, um por um, olhar pra minha cara e dar risada). Ah, sim, havia um "guia", que parecia falar à frente dos alunos. Eu digo que parecia falar porque os protetores auriculares não me deixaram ouvir coisa nenhuma. Acabada a visita, voltar para a faculdade - por volta das cinco da tarde o motorista do ônibus teve a capacidade de fazer o pior caminho possível (ou seja, um transitinho básico e aquela sensação de "ele não sabe pra onde vai??"). Agora fica a eterna questão pra quê???.
algumas coisas na vida estão fadadas a morrerem sem a menor explicação.
domingo, novembro 02, 2003
voltando do churrasco...
ontem à tarde, voltando do churrasco da minha turma, começou a tocar "spending my time" no rádio. Um dos amigos no carro disse algo parecido com "noooossa... essa música lembra aqueles bailinhos da quinta série... meninos de um lado, meninas do outro, esperando se formarem os pares... e depois os casais dançando com os braços esticadíssimos, hehe... e sempre tinha aquela menina que acabava a festa chorando porque o menino com quem ela queria dançar estava já dançando com outra menina... hehe..."
acho que a maioria das pessoas da minha geração passou por uma situação assim... essas festinhas de crianças (pré-adolescentes??) eram muito boas... e eu sempre era a menina que ficava chorando, haha :)
e pra entrar no clima, a letra da música
"Spending My Time"
What's the time?
Seems its already morning
I see the sky, its so beautiful and blue
The TV's on
But the only thing showing is a picture of you
Oh, I get up and make myself some coffee
I try to read a bit but the story's too thin
Then I thank the Lord above
That you're not there to see me
In this shape I'm in
Spending my time
Watching the days go by
Feeling so small
I stare at the wall
Hoping that you think of me too
I'm spending my time
I try to call but I don't know what to tell you
I leave a kiss on your answering machine
Oh, help me please
Is there someone who can make me
Wake up from this dream?
Spending my time
Watching the days go by
Feeling so small
I stare at the wall
Hoping that you are missing me too
I'm spending my time
Watching the sun go down
I fall asleep to the sound
Of "tears of a clown"
A prayer gone blind
I'm spending my time
My friends keep telling me:
Hey, life will go on
Time will make sure will get over you
This silly game of love you play you win only to lose
Spending my time
Watching the days go by
Feeling so small
I stare at the wall
Hoping that you are missing me too
I'm spending my time
Watching the sun go down
I fall asleep to the sound
Of "tears of a clown"
A prayer gone blind
ontem à tarde, voltando do churrasco da minha turma, começou a tocar "spending my time" no rádio. Um dos amigos no carro disse algo parecido com "noooossa... essa música lembra aqueles bailinhos da quinta série... meninos de um lado, meninas do outro, esperando se formarem os pares... e depois os casais dançando com os braços esticadíssimos, hehe... e sempre tinha aquela menina que acabava a festa chorando porque o menino com quem ela queria dançar estava já dançando com outra menina... hehe..."
acho que a maioria das pessoas da minha geração passou por uma situação assim... essas festinhas de crianças (pré-adolescentes??) eram muito boas... e eu sempre era a menina que ficava chorando, haha :)
e pra entrar no clima, a letra da música
What's the time?
Seems its already morning
I see the sky, its so beautiful and blue
The TV's on
But the only thing showing is a picture of you
Oh, I get up and make myself some coffee
I try to read a bit but the story's too thin
Then I thank the Lord above
That you're not there to see me
In this shape I'm in
Spending my time
Watching the days go by
Feeling so small
I stare at the wall
Hoping that you think of me too
I'm spending my time
I try to call but I don't know what to tell you
I leave a kiss on your answering machine
Oh, help me please
Is there someone who can make me
Wake up from this dream?
Spending my time
Watching the days go by
Feeling so small
I stare at the wall
Hoping that you are missing me too
I'm spending my time
Watching the sun go down
I fall asleep to the sound
Of "tears of a clown"
A prayer gone blind
I'm spending my time
My friends keep telling me:
Hey, life will go on
Time will make sure will get over you
This silly game of love you play you win only to lose
Spending my time
Watching the days go by
Feeling so small
I stare at the wall
Hoping that you are missing me too
I'm spending my time
Watching the sun go down
I fall asleep to the sound
Of "tears of a clown"
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