eis que surge
ou eis que eu reapareço, para dizer que não suporto mais a vida sem meu computadorzinho querido... (quem vê até pensa que eu tenho tempo de lembrar do computador quebrado!!!)
a verdade é que estudar faz bem, principalmente quando eu resolvo que vou fazer ballet mais uma vez na semana (já que tive que transferir o francês pra sábado mesmo e estava sobrando a quinta feira...). E outra verdade é que estudar é lindo, e antecipar-me às provas não é, nem de longe, uma má idéia.
falta tanto tempo assim? na verdade não. O tempo é contado, mas ele é suficiente para descansar, dormir, comer (quer dizer, os últimos nem sempre), dançar, estudar, conversar e ler (afinal de contas, promessa é dívida - terminei o livrinho futurista e entrei numa viagem estranha ao excelente evangelho segundo jesus cristo do saramago...). Só não dá pra conversar no icq, mas nem por isso ficam suspensas as pessoas queridas (que dão notícias, obviamente). Outra coisa que se torna impossível (ou quase) sem computador em casa é escrever decentemente (não que este seja um post indecente, mas nem por isso deixa de ser um pouco agressivo, já que se trata de exposição pública e desnecessária da minha rotina boba). As idéias até surgem, mas não dá coragem de digitar as últimas folhas do caderno em plena biblioteca da faculdade...
enfim, acho que era isso. E, claro, eu sempre vejo os comentários, e, como todo blogueiro, gosto quando eles aparecem...
quinta-feira, maio 29, 2003
sexta-feira, maio 23, 2003
A menina suspirou e silenciou. Silenciou como se tirasse os sapatos e andasse na ponta dos pés ao entrar num quarto escuro e misterioso... a menina já está próxima do velho baú - que há dentro dele? Não, ainda é muito cedo para saber. Por enquanto só o silêncio e a certeza de que há um mistério a ser revelado, e que ele está dentro do baú no sótão - e que, agora, só resta silenciar...
quarta-feira, maio 21, 2003
e a menina, pós crise de choro, está feliz. "eu tenho um anjo, eu tenho uma irmã", pensou. Poucas sensações são tão reconfortantes quanto a sensação de não precisar abraçar a almofada para não ter que explicar a crise de choro. É tão simples bater na porta do quarto ao lado, entrar e pedir colo... a menina se pergunta por que (por quê??) não tinha feito isso antes... "ninguém vai me dizer o que sentir"
terça-feira, maio 20, 2003
segunda-feira, maio 19, 2003
de trás pra frente
e vou começar a surreal narrativa do fim de semana pelo seu fim: levantei hoje cinco e meia da manhã (sendo que deitei uma e meia) para levar a juju à rodoviária. Definitivamente não tenho condições psico-físicas de assistir aula sobre antibióticos na sepse agora à tarde...
e ontem foi um dia excelente, com direito a chopp, cyber café (afinal, o que esperar de duas amigas que se conheceram por blog???), pizza e tal.
de resto, teve a festa na sexta (vazia, sabe como é), e a espera infinita do telefonema que eu não recebi na quinta...
(e espero que este blog volte ao seu funcionamento normal em breve, caso contrário eu que sairei do meu funcionamento já um tantinho anormal...)
e vou começar a surreal narrativa do fim de semana pelo seu fim: levantei hoje cinco e meia da manhã (sendo que deitei uma e meia) para levar a juju à rodoviária. Definitivamente não tenho condições psico-físicas de assistir aula sobre antibióticos na sepse agora à tarde...
e ontem foi um dia excelente, com direito a chopp, cyber café (afinal, o que esperar de duas amigas que se conheceram por blog???), pizza e tal.
de resto, teve a festa na sexta (vazia, sabe como é), e a espera infinita do telefonema que eu não recebi na quinta...
(e espero que este blog volte ao seu funcionamento normal em breve, caso contrário eu que sairei do meu funcionamento já um tantinho anormal...)
domingo, maio 18, 2003
sexta-feira, maio 16, 2003
help
ontem à noite eu ia buscar a juju na usp (ela veio pra são paulo, falei com ela na hora do almoço, estava a caminho).
eu fui até a usp.
fiquei esperando o telefonema para saber onde, na usp, eu iria buscá-la.
ela ligou na minha casa vinte pras sete avisando que estava me esperando (onde???).
e mais nada.
estou no cúmulo do desespero. Ao ponto mesmo de surtar.
acho que eu só não sou mais azarada por falta de espaço.
mas isso nem me importa.
ontem à noite eu ia buscar a juju na usp (ela veio pra são paulo, falei com ela na hora do almoço, estava a caminho).
eu fui até a usp.
fiquei esperando o telefonema para saber onde, na usp, eu iria buscá-la.
ela ligou na minha casa vinte pras sete avisando que estava me esperando (onde???).
e mais nada.
estou no cúmulo do desespero. Ao ponto mesmo de surtar.
acho que eu só não sou mais azarada por falta de espaço.
mas isso nem me importa.
quinta-feira, maio 15, 2003
< fog >
O dia amanheceu bonito - cinza.
"cada um pertence a todos", repetiu o livro, e a menina pensou que havia embasamento teórico na música que convida a ser de todo mundo... Mas ainda muitas páginas precisam ser lidas - e muitas vezes a aorta receberá sangue do ventrículo esquerdo a uma pressão média de 90mmHg.
E enquanto os dias estiverem cinza, sorrir será mais efetivo: sorrir para o céu azul é tão comum... E a menina guarda uma explicação mais elegante - se sempre viveu em São Paulo e planeja ainda morar em Londres, nada melhor que sorrir para as infinitas tonalidades cinzentas...
O dia amanheceu bonito - cinza.
"cada um pertence a todos", repetiu o livro, e a menina pensou que havia embasamento teórico na música que convida a ser de todo mundo... Mas ainda muitas páginas precisam ser lidas - e muitas vezes a aorta receberá sangue do ventrículo esquerdo a uma pressão média de 90mmHg.
E enquanto os dias estiverem cinza, sorrir será mais efetivo: sorrir para o céu azul é tão comum... E a menina guarda uma explicação mais elegante - se sempre viveu em São Paulo e planeja ainda morar em Londres, nada melhor que sorrir para as infinitas tonalidades cinzentas...
quarta-feira, maio 14, 2003
ainda não
ao que tudo indica, a virose vai ficar lá, quietinha, por mais alguns dias. Nem se cura, nem se transmite, o que já é alguma coisa. E ao que tudo indica, também, amanhã vou ver uma pessoa muito especial (mas isso não vem ao caso, não por enquanto).
ainda não tenho previsão de quando poderei postar sossegada (escrever no blog diretamente da biblioteca da faculdade não é lá muito propício para textos um pouco menos brainstorm sobre minha vida sem graça - e sem computador, sem icq...). E por falar em sem graça, não há nada mais sem graça que procurar uma manhã inteirinha uma pessoa que não poderia saber que estava sendo procurada e encontrá-la assim, sem mais nem menos, no meio do caminho para o almoço. Odiei, não teve graça nenhuma (e talvez seja um sintoma terrível esse, se o branco mais branco deixa de ser tão deslumbrante, alguma coisa certamente está errada com meu coraçãozinho...).
a parte boa é que, por dois dias seguidos, consegui chegar em casa e estudar, coisa que não fazia desde antes da semana santa. Talvez seja realmente positiva essa virose...
ao que tudo indica, a virose vai ficar lá, quietinha, por mais alguns dias. Nem se cura, nem se transmite, o que já é alguma coisa. E ao que tudo indica, também, amanhã vou ver uma pessoa muito especial (mas isso não vem ao caso, não por enquanto).
ainda não tenho previsão de quando poderei postar sossegada (escrever no blog diretamente da biblioteca da faculdade não é lá muito propício para textos um pouco menos brainstorm sobre minha vida sem graça - e sem computador, sem icq...). E por falar em sem graça, não há nada mais sem graça que procurar uma manhã inteirinha uma pessoa que não poderia saber que estava sendo procurada e encontrá-la assim, sem mais nem menos, no meio do caminho para o almoço. Odiei, não teve graça nenhuma (e talvez seja um sintoma terrível esse, se o branco mais branco deixa de ser tão deslumbrante, alguma coisa certamente está errada com meu coraçãozinho...).
a parte boa é que, por dois dias seguidos, consegui chegar em casa e estudar, coisa que não fazia desde antes da semana santa. Talvez seja realmente positiva essa virose...
segunda-feira, maio 12, 2003
virose
ID: P.C., 3 anos, sexo indefinido, proveniente de São Paulo
QD: dificuldade para dormir há 10 dias, ontem apresentou episódios repetidos de alucinações visuais e auditivas, não respondendo às instruções que lhe davam.
HMA: há 10 dias não dormia bem, continuava sempre em modo "sendo desligado" mas só dormia com medidas drásticas (quando o faziam dormir diretamente). Ontem apresentou episódios de alucinações visuais descritas como psicodélicas (em rosa e amarelo piscante), auditivas ("barulhos estranhos") e se recusava a fazer o que lhe pediam (alternava quadros sem a menor demonstração de lógica e impedia a realização de qualquer procedimento).
AP: ndn (nada digno de nota)
AF: adotado (não possui informações sobre os pais biológicos)
ISDA: apresentou hipoacusia progressiva direita, mas não sabe precisar a data do início do quadro.
EF: o examinador não possui competência para realizar o exame.
HD: virose.
sim, trata-se do meu computador que resolveu se revoltar com o sistema. Obviamente, só poderei atualizar o blog da faculdade. Talvez isso seja extremamente positivo, afinal, estudar é sempre uma opção de programa para noites frias como as dos últimos dias... E hoje inicia-se, mais uma vez, a campanha: solteiros, vistam preto dia 12 de junho, por um dia dos namorados mais feliz ano que vem (não funcionou ano passado, mas não custa tentar... hehe)
ID: P.C., 3 anos, sexo indefinido, proveniente de São Paulo
QD: dificuldade para dormir há 10 dias, ontem apresentou episódios repetidos de alucinações visuais e auditivas, não respondendo às instruções que lhe davam.
HMA: há 10 dias não dormia bem, continuava sempre em modo "sendo desligado" mas só dormia com medidas drásticas (quando o faziam dormir diretamente). Ontem apresentou episódios de alucinações visuais descritas como psicodélicas (em rosa e amarelo piscante), auditivas ("barulhos estranhos") e se recusava a fazer o que lhe pediam (alternava quadros sem a menor demonstração de lógica e impedia a realização de qualquer procedimento).
AP: ndn (nada digno de nota)
AF: adotado (não possui informações sobre os pais biológicos)
ISDA: apresentou hipoacusia progressiva direita, mas não sabe precisar a data do início do quadro.
EF: o examinador não possui competência para realizar o exame.
HD: virose.
sim, trata-se do meu computador que resolveu se revoltar com o sistema. Obviamente, só poderei atualizar o blog da faculdade. Talvez isso seja extremamente positivo, afinal, estudar é sempre uma opção de programa para noites frias como as dos últimos dias... E hoje inicia-se, mais uma vez, a campanha: solteiros, vistam preto dia 12 de junho, por um dia dos namorados mais feliz ano que vem (não funcionou ano passado, mas não custa tentar... hehe)
domingo, maio 11, 2003
sábado, maio 10, 2003
alguma coisa está muito errada... (para ler rindo)
minha prima, que completará doze anos em poucos dias, está no segundo namorado.
não ficou nem duas semanas "solteira".
e eu não sei se devo me perguntar "o que há de errado comigo?" ou "o que há de errado com ela?".
amanhã, na casa da minha vó, estou pensando seriamente em pedir umas dicas...
minha prima, que completará doze anos em poucos dias, está no segundo namorado.
não ficou nem duas semanas "solteira".
e eu não sei se devo me perguntar "o que há de errado comigo?" ou "o que há de errado com ela?".
amanhã, na casa da minha vó, estou pensando seriamente em pedir umas dicas...
música especial para o diego
When It's Over
When it's over
That's the time I fall in love again
And when it's over
That's the time you're in my heart again
And when you go go go go
I know, it never ends
It never ends
(chorus) All the things that I used to say
All the words that got in the way
All the things that I used to know
Have gone out the window
All the things that she used to bring
All the songs that she used to sing
All of her favorite TV shows
Have gone out the window (end chorus)
I'm missing you
I never knew how much she'd loved me
I'm missing you
I never knew how much you meant to me
I need you and when you go go go go
I know, it never ends
Never ends
(repeat chorus)
I'm wishing you
You never said you were pretending
I'm wishing you
You'd feel the same and just come back to me
I need you and when you go go go go
I know, it never ends
It never ends
When it's over
Can I still come over
And when it's over
Is it really over
When it's over
That's the time I fall in love again
(repeat chorus)
When It's Over
When it's over
That's the time I fall in love again
And when it's over
That's the time you're in my heart again
And when you go go go go
I know, it never ends
It never ends
(chorus) All the things that I used to say
All the words that got in the way
All the things that I used to know
Have gone out the window
All the things that she used to bring
All the songs that she used to sing
All of her favorite TV shows
Have gone out the window (end chorus)
I'm missing you
I never knew how much she'd loved me
I'm missing you
I never knew how much you meant to me
I need you and when you go go go go
I know, it never ends
Never ends
(repeat chorus)
I'm wishing you
You never said you were pretending
I'm wishing you
You'd feel the same and just come back to me
I need you and when you go go go go
I know, it never ends
It never ends
When it's over
Can I still come over
And when it's over
Is it really over
When it's over
That's the time I fall in love again
(repeat chorus)
sexta-feira, maio 09, 2003
quinta-feira, maio 08, 2003
post especial para a maira
liga da psicoterapia em grupo
aptidões adquiridas hoje: onomatopéias soprosas (com participação especial de igor e jiraya), como declamar uma música e transformá-la em poesia "manuel-bandeira-like" (por igor), como contar uma piada totalmente sem graça e fazer os outros rirem de tanto vc estar rindo da piada sem graça (por maira), como rir escandalosamente na frente da biblioteca da faculdade (por milene). Está programada uma reunião gastronômica especial para testarmos as aptidões da acadêmica milena (coisas como uafous e emenems). Ficou estabelecido que será convidada a professora Ieda (tia do igor) para dar uma palestra sobre como contar boas piadas, já que os acadêmicos da liga são realmente um fracasso nesse sentido. E fica estabelecido também que para cada reunião assistida o aluno ganha um crédito de 30 abdominais e caimbras diversas na bochecha e na barriga (de tanto rir).
liga da psicoterapia em grupo
aptidões adquiridas hoje: onomatopéias soprosas (com participação especial de igor e jiraya), como declamar uma música e transformá-la em poesia "manuel-bandeira-like" (por igor), como contar uma piada totalmente sem graça e fazer os outros rirem de tanto vc estar rindo da piada sem graça (por maira), como rir escandalosamente na frente da biblioteca da faculdade (por milene). Está programada uma reunião gastronômica especial para testarmos as aptidões da acadêmica milena (coisas como uafous e emenems). Ficou estabelecido que será convidada a professora Ieda (tia do igor) para dar uma palestra sobre como contar boas piadas, já que os acadêmicos da liga são realmente um fracasso nesse sentido. E fica estabelecido também que para cada reunião assistida o aluno ganha um crédito de 30 abdominais e caimbras diversas na bochecha e na barriga (de tanto rir).
quarta-feira, maio 07, 2003
num dia bem atípico - no qual quase voltei aos tempos de "variação tristeza-alegria-segredo-dependente" (tá bom, voltei um pouquinho, mas um pouquinho só, passou logo), tive outra prova de que ficar calada é quase sempre um ótimo negócio e descobri que algumas "febres" são mais prevalentes do que sonha nossa vã filosofia - vale a pena postar um parágrafo pensado esses dias...
metalinguagem
O bom de escrever na terceira pessoa é o não-comprometimento. Por mais que cada vez que eu escreva "a menina" eu esteja falando de mim (ou de uma parte de mim), eu posso enriquecer as metáforas e até mesmo mascarar um pouquinho as coisas. A menina pode acordar e se ver enrugada - eu posso, no máximo, sentir os efeitos envelhecedores da minha vida levada a sério demais... E eu também posso viver coisas novas através da minha menina - sou eu, e ela é um pouco do que eu gostaria de ser... Mas a verdade é que não consigo escrever sobre o que eu queria - retratos de momentos banais. Gostaria de escrever uma história em que tudo desse certo - para ver se assim eu parava de procurar tantos desvios e tantos falsos atalhos para a realização, para a minha realização...
"escrever a história das histórias que deram certo"
e, ah, a menina de repente percebeu algo estranho... não, não e não. Seria bom, ótimo e excelente demais pra ser verdade... (hehe)
metalinguagem
O bom de escrever na terceira pessoa é o não-comprometimento. Por mais que cada vez que eu escreva "a menina" eu esteja falando de mim (ou de uma parte de mim), eu posso enriquecer as metáforas e até mesmo mascarar um pouquinho as coisas. A menina pode acordar e se ver enrugada - eu posso, no máximo, sentir os efeitos envelhecedores da minha vida levada a sério demais... E eu também posso viver coisas novas através da minha menina - sou eu, e ela é um pouco do que eu gostaria de ser... Mas a verdade é que não consigo escrever sobre o que eu queria - retratos de momentos banais. Gostaria de escrever uma história em que tudo desse certo - para ver se assim eu parava de procurar tantos desvios e tantos falsos atalhos para a realização, para a minha realização...
"escrever a história das histórias que deram certo"
e, ah, a menina de repente percebeu algo estranho... não, não e não. Seria bom, ótimo e excelente demais pra ser verdade... (hehe)
segunda-feira, maio 05, 2003
alongamento
inspira... alonga... solta o ar... e um, dois, três, quatro...
e vai passando o tempo, tudo no seu lugar, tudo organizando-se sem muito esforço...
inspira... estica a ponta... solta o ar... e cinco, seis, sete, oito...
a menina dirigindo na marginal vazia esquece o pé sempre com a mesma pressão no acelerador e sorri para a noite quase gelada...
inspira mais uma vez... alonga... longe... solta o ar... e um, dois, três, quatro...
vontade de entender porque as bulhas não são mais rítmicas nem normofonéticas...
inspira... agora desliza sobre a perna... solta o ar... e cinco, seis, sete, oito...
acabou a aula e a menina vai embora com as vértebras ajustadas e os tendões esticadinhos...
inspira... alonga... solta o ar... e um, dois, três, quatro...
e vai passando o tempo, tudo no seu lugar, tudo organizando-se sem muito esforço...
inspira... estica a ponta... solta o ar... e cinco, seis, sete, oito...
a menina dirigindo na marginal vazia esquece o pé sempre com a mesma pressão no acelerador e sorri para a noite quase gelada...
inspira mais uma vez... alonga... longe... solta o ar... e um, dois, três, quatro...
vontade de entender porque as bulhas não são mais rítmicas nem normofonéticas...
inspira... agora desliza sobre a perna... solta o ar... e cinco, seis, sete, oito...
acabou a aula e a menina vai embora com as vértebras ajustadas e os tendões esticadinhos...
domingo, maio 04, 2003
recortes de viagem
sexta feira à noite
incompletude
Sensação tão conhecida de estar incompleta em todos os lugares... E não importa quem esteja comigo, isso é totalmente independente de qualquer situação, independente até do meu estado de espírito. O vazio está lá, pulsando, em um ritmo conhecido - é só contar e reconhecer o padrão... Pergunto-me, sempre, se isso um dia vai passar. Era tão bom acreditar que sim! Mas o medo vem, aquele medo maldito, o mesmo medo que diz ser impossível todo mundo alcançar o que deseja porque muitos desejos são mutuamente exclusivos... Malditas sinapses que se esquecem de passar pelo sistema límbico e ficam só no córtex cognitivo, só racionalizando tudo, maldito hemisfério esquerdo com sua mania de dizer "não vai dar certo"... Maldita falta de um alguém desconhecido - seja na avenida Paulista, seja na praia vendo o pôr-do-sol, seja sentada num banco numa noite agradável em uma cidade pequena... Maldita condição de incompletude que me persegue sabe-se lá porque... Por que eu não posso me sentir feliz se, a rigor, não me falta nada? É, a vida não é tão simples assim... Não importa a fase da lua, não importa a cor do céu, não importa o idioma ou o sotaque que me rodeiem...
Escrever é paliativo...
ontem à noite
more than words e um sentimento inesperado
A menina estava na estrada, à noite, fazia frio. Com o início da música foi repassando seu dia, com seus pensamentos todos direcionados a uma pessoa desconhecida - de conhecido, só o sorriso e (quem sabe?) algumas idéias. Não, nunca se sabe. E teve certeza de que não era correspondida nos seus pensamentos (não era necessário ser muito inteligente pra ter essa certeza). Pensou em todas as pessoas pelas quais julgava ser possível se apaixonar - todas desconhecidas, todas distantes. E sentiu um daqueles cliques definitivos. "Só julgo possível me apaixonar por pessoas que não conheço. Tive medo esse tempo todo, como não percebi?" É, agora a menina tinha percebido. E nunca era tarde demais. Tudo o que restava fazer era procurar o desconhecido entre os conhecidos, se permitir ver aquela parte que a encanta nos desconhecidos, encontrar aquele sorriso nos sorrisos próximos... Se os desconhecidos não precisam ser lindos para a menina achar ser possível se apaixonar por eles, por que tantas barreiras e exigências para os conhecidos? "All you have to do is close your eyes..." É verdade. Nem sempre é preciso chegar ao fundo do poço...
sexta feira à noite
incompletude
Sensação tão conhecida de estar incompleta em todos os lugares... E não importa quem esteja comigo, isso é totalmente independente de qualquer situação, independente até do meu estado de espírito. O vazio está lá, pulsando, em um ritmo conhecido - é só contar e reconhecer o padrão... Pergunto-me, sempre, se isso um dia vai passar. Era tão bom acreditar que sim! Mas o medo vem, aquele medo maldito, o mesmo medo que diz ser impossível todo mundo alcançar o que deseja porque muitos desejos são mutuamente exclusivos... Malditas sinapses que se esquecem de passar pelo sistema límbico e ficam só no córtex cognitivo, só racionalizando tudo, maldito hemisfério esquerdo com sua mania de dizer "não vai dar certo"... Maldita falta de um alguém desconhecido - seja na avenida Paulista, seja na praia vendo o pôr-do-sol, seja sentada num banco numa noite agradável em uma cidade pequena... Maldita condição de incompletude que me persegue sabe-se lá porque... Por que eu não posso me sentir feliz se, a rigor, não me falta nada? É, a vida não é tão simples assim... Não importa a fase da lua, não importa a cor do céu, não importa o idioma ou o sotaque que me rodeiem...
Escrever é paliativo...
ontem à noite
more than words e um sentimento inesperado
A menina estava na estrada, à noite, fazia frio. Com o início da música foi repassando seu dia, com seus pensamentos todos direcionados a uma pessoa desconhecida - de conhecido, só o sorriso e (quem sabe?) algumas idéias. Não, nunca se sabe. E teve certeza de que não era correspondida nos seus pensamentos (não era necessário ser muito inteligente pra ter essa certeza). Pensou em todas as pessoas pelas quais julgava ser possível se apaixonar - todas desconhecidas, todas distantes. E sentiu um daqueles cliques definitivos. "Só julgo possível me apaixonar por pessoas que não conheço. Tive medo esse tempo todo, como não percebi?" É, agora a menina tinha percebido. E nunca era tarde demais. Tudo o que restava fazer era procurar o desconhecido entre os conhecidos, se permitir ver aquela parte que a encanta nos desconhecidos, encontrar aquele sorriso nos sorrisos próximos... Se os desconhecidos não precisam ser lindos para a menina achar ser possível se apaixonar por eles, por que tantas barreiras e exigências para os conhecidos? "All you have to do is close your eyes..." É verdade. Nem sempre é preciso chegar ao fundo do poço...
e acabou o protetor solar...
mas tudo bem, só vou tomar sol outra vez (com sorte) em setembro mesmo... dessa vez abusei e, sim, consegui ficar mais morena que no carnaval, mais morena que na páscoa... não que isso tudo vá durar muito, mas...
descansei horrores, mas já estava ficando estressada pela falta de stress (cidade pequena tem desses problemas) - e me estressou também eu não ter levado nada para escrever, tive que pedir caneta e papel emprestados na recepção do hotel (eu sou obsessiva-compulsiva, eu sei).
agora é respirar fundo e viver - bem - o resto do semestre...
mas tudo bem, só vou tomar sol outra vez (com sorte) em setembro mesmo... dessa vez abusei e, sim, consegui ficar mais morena que no carnaval, mais morena que na páscoa... não que isso tudo vá durar muito, mas...
descansei horrores, mas já estava ficando estressada pela falta de stress (cidade pequena tem desses problemas) - e me estressou também eu não ter levado nada para escrever, tive que pedir caneta e papel emprestados na recepção do hotel (eu sou obsessiva-compulsiva, eu sei).
agora é respirar fundo e viver - bem - o resto do semestre...
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